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II Escola de Formação Política do Foro de SP: Análise dos diferentes instrumentos e instituições do processo de integração: CELAC, UNASUR, ALBA, MERCOSUL, Pacto Andino, SICA, Parlamentos etc.

A primeira mesa do segundo dia da II Escuela de Formación Política do Foro de São Paulo contou com a participação de Alejandro Rusconi, do Movimento Evita Argentina, Carlos Ruiz, membro do Coletivo de Relações Internacionais do PT, e Dr. Rosinha, Deputado Federal pelo PT Brasil.

Alejandro Rusconi tratou dos aspectos históricos e políticos da integração latinoamericana, relembrando o Congresso do Panamá, em 1826, como a primeira vez que a grande pátria foi pensada. Naquela época, Simón Bolívar já articulava, desde a Carta da Jamaica, uma confederação hispano-americana.

No entanto, logo seguiram as conferências panamericanas (1889-1954), caracterizadas por Rusconi como uma fase imperialista dos EUA. Reuniam-se delegados, ministros de relações exteriores e presidentes nacionais para debater as ideias e princípios do panamericanismo com forte influência da perspectiva ianque.

Uma nova fase iniciou-se a partir da Segunda Guerra Mundial, quando uma série de organismos e blocos regionais (OEA, Alca etc) foram criados na perspectiva de fortalecer a integração, tendo como pano de fundo ainda a sobreposição dos interesses dos EUA.

Em contraposição, Rusconi apresentou a UNASUL como um modelo de integração mais autônomo e democrático, integrando doze países da América do Sul, e que pretende construir, de maneira participativa e consensual, um espaço de articulação no âmbito cultural, social, econômico e político entre seus povos.

Em seguida, a exposição de Carlos Ruiz enfatizou a importância destes vários blocos e organismos regionais, afirmando que alguns têm processos e mecanismos mais lentos e não por isso concorrem entre si, mas se complementam.

Outro aspecto importante, apontado por Ruiz, foi a necessidade dos governos de esquerda trabalharem com a formação após assumirem o governo. A partir de uma perspectiva gramsciana, ele trouxe a ideia “de mais consenso e menos dominação”, que explicaria como em outros lugares do mundo, sem o uso da violência, pessoas pudessem comer e pensar como os norte-americanos: é preciso consenso.

“É importante em uma revolução socialista a conquista cultural das estruturas políticas de um povo.”

Dr. Rosinha, o último palestrante da mesa, abordou o Merscosul, por ter participado das negociações de sua construção. Apesar de todas as críticas ao bloco, para o deputado, o Mercosul se tornou a base para outras integrações como a Unasul e Celac.

Ele não acredita no fim do bloco. Reconheceu os desafios de consolidar tal proposta de integração, e destacou como um dos obstáculos a noção de que há países com mais força política do que outros: “No Mercosul não pode haver sócio minoritário.”

O deputado lembrou as várias vezes, ao longo da história, que foi anunciada a morte do bloco, e citou como o atual responsável de recorrente tese a Aliança do Pacífico. Porém, disse crer que esta é mais uma integração que visa mais o marketing do que propriamente um acordo comercial.

Ao final, indicou o maior desafio de qualquer integração: a mobilização social!