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Presidente Lugo

O golpe contra Fernando Lugo, eleito em 20 de abril de 2008 pela Alianza Patriótica (coalizão de partidos de esquerda, especialmente socialistas e social-democratas) ocorreu em 22 de junho de 2012. Ele foi destituído pelo Senado por 39 votos a 4. A acusação formal, apresentada pela Câmara um dia antes do impeachment: “mau desempenho de suas funções”, como se o Paraguai vivesse em um regime parlamentarista, onde cabe ao parlamento avaliar e substituir o primeiro ministro. O presidente Fernando Lugo foi eleito pela maioria do povo, que fez uma escolha de natureza política. Os partidos de centro-direita (Partido Liberal, o Partido UNACE – Unión Nacional de Ciudadanos Éticos, Partido Pátria Querida e Partido Colorado) acusavam o presidente Lugo de não enfrentar os movimentos sociais, particularmente no campo. O massacre de Curuguaty, uma emboscada policial com o objetivo de expulsar camponeses de um terreno, que levou à morte 17 pessoas, foi o episódio usado pela mídia para sedimentar junto à sociedade a sustentação do impeachment. Tais partidos se opunham às políticas econômicas e sociais do presidente Lugo. Após o golpe, houve no país uma forte ofensiva neoliberal.