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Bahia: Diretório do PT ratifica tema da reforma política durante encontro

Membros do Diretório Estadual do PT da Bahia se reuniram no sábado (13), no Hotel Fiesta, em Salvador, para discutir o posicionamento do partido sobre temáticas importantes como; reforma política e deliberações sobre o Processo de Eleição Direta – PED 2013.

O debate sobre a conjuntura nacional e internacional, ação dos meios de comunicação, unidade política, luta coletiva, paridade em todos os cargos de direção, além de outros assuntos internos também foram pautas discutidas em cada inserção da plenária durante toda a manhã.

Apoiado por unanimidade, o presidente do PT da Bahia, Jonas Paulo, voltou a defender que o Partido dos Trabalhadores não se intimide e afirmou que o PT da Bahia dará todas as contribuições necessárias para seguir tentando aprovar o plebiscito. “Vamos concentrar esforços para aprovar a reforma política através da coleta de assinaturas em defesa do plebiscito. Continuaremos nas ruas pautando a campanha do plebiscito junto à sociedade e o PT deve reagir e continuar articulando com os movimentos sociais, centrais e entidades uma agenda para a reforma política”, convocou.

O secretário de Planejamento, José Sergio Gabrielli, destacou que o “novo Brasil, o Brasil de mudanças”, foi construído por petistas. “Esse novo país é fruto da ação do Partido dos Trabalhadores. Precisamos retomar a discussão também sobre a democracia participativa. Esse é o papel do partido que foi responsável por mudanças profundas no nosso estado e país”, afirmou.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores no Estado (CUT-BA), Cedro Costa, defendeu a necessidade do alinhamento dos projetos da classe trabalhadora com os processos políticos do país.

A aplicação da paridade de gênero que prevê a participação feminina de 50% na composição das direções, delegações, comissões e cargos com funções específicas de secretarias também foi defendida pelos presentes e as mulheres do PT reafirmaram que a aplicação da paridade deverá ser realizada já nas eleições do PED/2013, que ocorrerá em novembro.

Durante a reunião foi aprovada uma Moção de Solidariedade a Luiz Caetano. O documento, apresentado em razão de acusações recentes direcionadas ao ex-prefeito de Camaçari, diz que o ataque é uma forma de fragilizar o PT e o projeto político do partido. “Considerando que o PT tem governado o Estado e as principais cidades da RMS (Região Metropolitana de Salvador), sendo Camaçari uma referência da forma de governar do PT; Considerando que Luiz Caetano é um dos nossos pré-candidatos ao Governo da Bahia, portanto, liderança forte no nosso partido, e que o ataque a ele é uma forma de atacar o PT e o nosso projeto, aprovamos a moção de solidariedade ao companheiro Luiz Caetano e a plena confiança e respeito à sua história de luta e defesa do povo da Bahia”.

Após as inserções da Plenária, membros do Diretório Estadual ratificaram os nomes dos quatro pré-candidatos ao governo e se colocaram a disposição da composição com aliados na chapa. “Vamos seguir dialogando com as forças aliadas sob liderança do governador Wagner para que se chegue ao consenso”, reafirmou Jonas Paulo.

Confira abaixo a Resolução aprovada por unanimidade e na integra:

O Diretório Estadual do PT Bahia, reunido no dia 13 de julho de 2013;

CONSIDERANDO:

– Que o País vive um momento de efervescência política, protagonizado por mobilizações que eclodiram em diversas cidades, inicialmente por questões de transportes públicos e mobilidade urbana, desdobrando-se depois para pautas diversas e difusas, sendo porém de capacidade de mobilização social importante e de notório impacto político, por mais que sejam imprecisos a sua estratégia e pautas reivindicatórias, deve-se buscar o diálogo e entendimento com os mesmos.
– Que as movimentações de rua, arrastaram multidões, principalmente jovens oriundos dos segmentos médios, mas também uma militância social das diferentes matizes de esquerda, ou ainda segmentos conservadores, saudosos do autoritarismo e até neo-facista; aglutinados por convocações nas redes sociais e pela grande mídia hostil ao nosso projeto, que buscaram pautar os movimentos contra o Governo.
– Que a militância do PT, de esquerda e dos movimentos sociais corretamente disputaram espaços dentro do movimento, buscando estabelecer pautas de lutas de esquerda, como passe livre, mais verbas para educação e saúde, reforma agrária e urbana; combate a homofobia, transporte público de qualidade, etc; e em certa medida, mesmo em ambientes políticos pouco favoráveis, conseguiram dialogar e estabelecer rumos consensuais ao movimento isolando a direita raivosa e violenta e os segmentos inconsequentes que buscam o confronto e depredação para instalar o caos na ruas.
– Que nas disputas políticas no interior das mobilizações prevaleceu a construção de uma agenda de ampliação de direitos e conquistas, além do debate sobre mudanças na estrutura e na representatividade política e no combate a corrupção e elícitos na vida pública, uma agenda com a qual temos total identidade.
– Que o movimento social e sindical a partir das manifestações ganhou fôlego novo e engendrou pautas especificas que passaram a balizar as suas ações, com presença forte no 2 de julho e no dia nacional de lutas e mobilizações; 11 de julho, no que foi exitoso.
– Que toda a turbulência política, despertou na militância a vontade de fazer a disputa nas ruas, defendendo o projeto, mas exigindo maior comprometimento com as lutas sociais e o perfil popular do projeto mudancista, e trouxe a reflexão, sobre a governabilidade, seus efeitos e limites, e que a constitui um meio, e não um fim, pois não pode significar um entrave a agenda de avanços democráticos e conquistas populares.

RESOLVE

I – Estabelecer uma ação política permanente em defesa da REFORMA POLITICA com PLEBISCITO, ouvindo as ruas, pois o Povo deve ser chamado a opinar sobre o sistema político, principalmente sobre a presença ostensiva do poder econômico no processo político, que aprisiona as políticas públicas e privatiza o Estado.
II- Articular com os movimentos sociais, centrais e entidades (OAB,CNBB, ABI,etc) uma agenda para a Reforma Política, que tenha a consulta popular, o PLEBISCITO, o fim da corrupção e o combate a força do poder econômico nas decisões do Estado Brasileiro, como eixos principais, voltado para disputa na sociedade e pressionar o Congresso Nacional.
III- Estruturar o Fórum de Articulação das Lutas e Movimentos Sociais, e estabelecer uma agenda de mobilizações e lutas sociais, que perpasse as pautas especificas dos trabalhadores e articule-se com as agenda política de mudanças políticas institucionais e lutas democráticas.
IV- Articular a conexão com as lutas estudantis e de juventude, potencializando as organizações de base da juventude no movimento estudantil, rural e de bairros, e dialogando com as novas linguagens políticas e de comunicação eletrônica.
V- Estabelecer com as Coordenações e Secretarias, dos Setoriais, nas frentes de luta de massas, um dialogo mais constante com a direção política partidária e a potencialização das áreas de juventude, raça e gênero que estão nas políticas afirmativas de representação partidária.

Diretório Estadual do PT Bahia

Fonte: Site do PT