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Em Pauta Conjuntura: Mobilizações contra reforma da previdência estão mantidas

A pressão do movimento sindical contra a aprovação da Reforma da Previdência obrigou o governo a recuar e retirar da pauta da Câmara dos Deputados a nova proposta de desmonte da aposentadoria, que deveria ser colocada em votação no dia 06/12.

Esta é, sem dúvida, uma importante vitória da CUT e das demais centrais sindicais. Mas ainda não é definitiva. E, por isso, a greve de hoje (05/12) foi adiada, mas mobilização continua. A orientação da direção da CUT para os sindicatos, federações, confederações e toda a base permanece a mesma: manter a mobilização e o estado de vigilância, fazer pressão nos aeroportos, em todos os eventos onde um deputado ou senador estiver presente, além de pressionar nas bases de cada parlamentar.

A CUT São Paulo informou que o ato marcado para a Avenida Paulista, hoje (05/12), a partir das 16h, está mantido. “O recuo temporário do governo, anunciado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), indica que a pressão da sociedade tem surtido efeito. Mas como desde o início a CUT sinaliza greve no caso de a votação entrar na pauta do Congresso, o estado de alerta deve ser mantido.”

A CTB, que assina a nota das centrais, convocou sua base a permanecer mobilizada e realizar atos diante das sedes do INSS pelo país. “Acreditamos que é possível ampliar esses atos com a participação de outras centrais sindicais, os movimentos sociais e a sociedade de forma geral, que está inconformada com a onda de ataques deste governo”, disse, em nota, o presidente da central, Adilson Araújo.

A Frente Brasil Popular também convocou “todos os movimentos sociais” para organizar um dia de atos e protestos pela aposentadoria. “A decisão de adiar a votação é uma vitória do movimento sindical e social, por isso mesmo devemos ampliar a mobilização, agitação e diálogo com a sociedade brasileira”, afirmou, em nota, a Frente.

 

Confira outros destaques:

1. DataFolha: Lula cresce mais e lidera eleição em todos os cenários

A liderança de Lula na preferência do eleitorado continua alta, comprova a última pesquisa Datafolha divulgada no sábado (02/12). A opção pelo ex-presidente se mostra cada vez mais sólida nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2018, crescendo nas simulações de segundo turno contra todos os adversários testados. Nos cenários de primeiro turno, Lula mostra liderança de até 37% dos votos declarados, o que significa um crescimento de pelo menos sete pontos percentuais em relação à medição realizada pelo mesmo instituto em junho, quando o ex-presidente alcançava 30% das intenções. Leia mais aqui.

2. Ex-advogado da Odebrecht expõe cenário “fora-da-lei” da Lava Jato

O ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran prestou depoimento, na quinta-feira (30/11), aos parlamentares da CPMI da JBS e, dentre as acusações por ele feitas, afirmou ter sido procurado por procuradores da operação Lava Jato com intuito de fechar acordo de delação premiada reconhecendo crimes que afirma não ter cometido para incriminar autoridades e políticos do País. Ele afirmou ter negociado com procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato acordo de delação premiada ainda durante a gestão do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Participaram das tratativas o coordenador da força-tarefa na PGR, Sérgio Bruno e o ex-procurador Marcelo Miller. O último acusado de ter se valido de seu cargo para auxiliar os donos da JBS a fechar um acordo de colaboração favorável aos donos da empresa. Duran ainda citou como membros do Ministério Público Federal participantes das negociações os procuradores Deltan Dallagnol, Carlos Fernando Santos Lima, Roberson Pozzobon e Júlio Noronha. “Percebi que havia uma ansiedade do Ministério Público em obter a confirmação de fatos alegados contra mim para que eu confirmasse, para que se fechassem casos apenas com delação premiada, sem comprovação dos fatos, sem investigar, sem inquéritos. Esse é o sentido da ‘indústria de delação. Indústria da delação porque estão fechando processos penais batendo carimbo, sem investigar”, relatou Duran. Leia mais aqui.

3. “MP do Trilhão” é aprovada na Câmara; veja como votou cada deputado

Com texto-base aprovado por 208 votos a favor e 184 contra, a chamada “MP do Trilhão” provocou seis “dissidências” no PMDB, pilar da base aliada do governo no Congresso. No PSDB, legenda que está em vias de desembarque da aliança com Temer, dos 38 tucanos, nove votaram contra a medida provisória patrocinada pela gestão peemedebista. Por parte da oposição, apenas PCdoB, PDT, Psol, PT e Rede votaram fechados em suas bancadas, assegurando 86 votos contra a matéria. No PPS, dos sete que votaram, apenas Arthur Oliveira Maia (BA), relator da reforma da Previdência, votou a favor do governo. Dos 23 que votaram no PSB, partido que saiu da base recentemente, quatro resolveram apoiar a proposição governista. Apelidada de “MP do Trilhão” – por impor perdas da ordem de R$ 1 trilhão à União nos próximos 25 anos, em decorrência da isenção fiscal –, a medida isenta de taxas de importação, entre outras providências, produtos, projetos e serviços sob responsabilidade de empresas estrangeiras com interesses nos campos de petróleo brasileiros. Resta a votação de destaques apresentados para alterar o texto principal. Leia mais aqui.

4. Discurso de austeridade agrava a crise e serve para manter privilégios

Representantes do mercado e economistas liberais, a todo momento, insistem na ideia de que Estados podem quebrar se gastarem mais do que arrecadam. Dizem que as contas públicas devem ser administradas com a prudência devotada de uma dona de casa, que controla o orçamento doméstico para não deixar a dispensa vazia no final do mês. Em momentos de crise, advogam que o os governos devem dar o exemplo e “cortar na própria carne”, de modo a contribuir para a elevação da confiança dos investidores que, animados, fariam o crescimento florescer, inevitavelmente, segundo as leis naturais do mercado. Há ainda o argumento de teor autopunitivo, que diz que, após períodos de bonança, baseados na gastança desenfreada, sempre chega o momento em que é preciso “apertar os cintos”. São esses mitos travestidos de argumento científico que o economista inglês Mark Blyth dedica-se a investigar e destruir no livro Austeridade – A História de Uma Ideia Perigosa. Na Europa, suas críticas a esse modelo de ajuste que repassa a conta da crise financeira para o grosso da população, enquanto os governos correm para salvar bancos “grandes demais para falir”, vem ganhando adeptos, não só entre os estudiosos, mas também entre políticos mais progressistas. Leia mais aqui.

5. Quase 100% de empregos informais desmente propaganda oficial

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada na quinta-feira (30/11) mostra que quase 100% das vagas geradas no setor privado neste ano foram informais. Os dados foram extraídos da Pnad Contínua. Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azevedo, os números apontam para uma tendência de informalidade verificada na geração de emprego recente no País. A Pnad Contínua mostra que aproximadamente 2,3 milhões de postos foram criados neste ano de 2017, desde o trimestre iniciado em fevereiro. Destas, o especialista do IBGE avalia que cerca de 1,7 milhão são postos voltados para a informalidade. Para o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias, os números mostram a incapacidade do governo em gerar empregos e alavancar a economia do País. Leia mais aqui.

6. Reforma trabalhista já prejudica trabalhadores, conheça alguns casos

Sancionada em julho deste ano pelo presidente golpista Michel Temer (PMDB), a “reforma” trabalhista, que introduziu mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), passou a valer no dia 11 de novembro, e já vem afetando trabalhadores pelo país. Alguns dos 117 pontos da legislação alterados já estão sendo adotados por empresas que buscam adequar seus contratos de trabalho, com o objetivo de reduzir seus gastos com trabalhadores. Paralelamente, funcionários já vêm se mobilizando contra esta perda de direitos, como a diminuição de salários e benefícios. Apesar disso, o governo está aproveitando as mudanças para melhorar sua imagem, anunciando a diminuição do número de desempregados no país desde a aprovação da reforma, utilizando números inflados. Leia mais aqui.

7. A rebelião secundarista agora nas telas

Participação política é um direito, nunca é demais lembrar em tempos tão sombrios. O filme Escolas em Luta é um retrato — um respiro, re-inspiração da memória — de como jovens secundaristas reivindicaram esse lugar em 2015 e 2016, a partir da ocupação de escolas e protestos nas ruas, contra medidas antidemocráticas na área de educação. Tudo começou quando, em outubro de 2015, sem nenhuma consulta pública junto a professores, pais e estudantes, o governo do Estado de São Paulo anunciou que 94 escolas seriam fechadas no ano seguinte, como parte de um plano de reorganização do ensino. Mas esse modus operandi da educação pública no estado mais rico e um dos mais conservadores do Brasil sofreu um grande revés. Os secundaristas reagiram ao decreto anunciado pelo governador Geraldo Alckmin e, em poucos dias, por meio de redes sociais e aplicativos, organizaram uma reação surpreendente: ocuparam 241 escolas e saíram às ruas para protestar contra a medida e reivindicar participação no processo. Leia mais aqui.

8. Assista a reportagens pela TVT

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