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Em Pauta Conjuntura: A defesa do projeto petista

Em entrevista ao SBT na última quinta-feira (05/11), o ex-presidente Lula foi questionado se seria candidato em 2018 para evitar o retorno da oposição ao Planalto. Lula respondeu que seria, sim, se tudo que fez em seu governo estivesse em risco e para defender o projeto do PT.  “Se for apenas para evitar a oposição não precisa nem ser candidato. O importante é defender o projeto político que nós defendemos”, explicou o ex-presidente, que completou: “Para defender esse projeto, eu posso ser candidato outra vez. Se houver necessidade de defender um projeto que incluiu milhões e milhões de pessoas, eu estou disposto a ser candidato”.

No mesmo sentido, o senador Paulo Rocha adverte que o PT deve defender de forma intransigente as conquistas dos governos Lula e Dilma e a democracia brasileira dos ataques golpistas. “O perigo que estamos vendo hoje é o direcionamento da economia para colocar por terra as conquistas e avanços do País, conquistados a partir do governo Lula. Vemos nos debates, nas proposições de impeachment, nas tentativas de levar no tapetão, de golpe, um ataque à democracia”, disse Paulo Rocha.

Para Saul Leblon, os brasileiros e brasileiras precisam realmente ficar atentos a esse cerco em torno de Lula e do PT, pois o destino final dessas ações da oposição é consolidar o conservadorismo no Brasil, afetando, com isso, toda a população brasileira: “O que se cobiça [com a tentativa de destruição do PT e de suas lideranças] é a restauração plena do neoliberalismo na economia e na sociedade”.

Confira outros destaques:
1. Dilma pede apuração rigorosa sobre tragédia em Minas
A presidenta Dilma Rousseff cobrou, na sexta-feira (6), a apuração rigorosa sobre as causas do rompimento de duas barragens no município de Mariana (MG), na tarde de quinta-feira (5). O acidente causou alagamento de grande parte do distrito de Bento Rodrigues, na zona rural da cidade. Por meio da mensagem, Dilma prestou solidariedade às vítimas e reiterou o apoio do governo federal no socorro e assistência aos desabrigados. Leia mais aqui.

2. Fórum 21 promove ‘Seminários para o avanço social’ em São Paulo, de 9 a 13/11
Ampliar o nível de politização de uma sociedade que reivindica mais participação, ao mesmo tempo em que carece de canais de diálogo e reflexão. Este é o objetivo dos “Seminários para o avanço social”, que o Fórum 21 promove, de hoje a 13 de novembro, sempre das 9 às 12 horas, na sede da Assembleia Legislativa de São Paulo, com o apoio das lideranças das bancadas do PT, PCdoB e PSOL. O primeiro debate da da programação reúne Guilherme Boulos, do MTST, João Paulo Rodrigues, do MST e o deputado federal Ivan Valente (PSOL) para debaterem o tema “Frente de esquerda como alternativa de poder”. Confira a programação aqui.

3. Frente Povo sem Medo faz manifestações contra Cunha e o ajuste
Diversas manifestações organizadas pela Frente Povo Sem Medo ocorreram no domingo (8) em várias cidades do País. O alvo dos manifestantes foi o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Também criticaram o ajuste fiscal e prometeram reação caso programas sociais como o Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida sofram ameaças de cortes durante a definição do orçamento para 2016. Leia mais aqui.

4. Zelotes: Pimenta questiona se há proteção contra grandes empresas e armação contra filho de Lula
Em pronunciamento na Câmara, o deputado Paulo Pimenta elencou uma série de perguntas que estão sem respostas sobre o maior caso de sonegação da história do País, investigado pela Operação Zelotes, em que bancos, empresas do setor automotivo e multinacionais deixaram de pagar R$ 19 bilhões em impostos aos cofres públicos. O parlamentar questionou por que as denúncias contra estas empresas, apontadas na investigação do MPF e PF, ainda não foram apresentadas ao Poder Judiciário. O deputado condenou também a operação midiática montada contra o filho do ex-presidente Lula e indagou por que os mesmos procedimentos não foram adotados contra os executivos dos principais grupos econômicos investigados. Leia mais aqui.

5. Tijolaço: O dinheiro da Odebrecht para FHC era limpo e o do Instituto Lula, sujo?
A revelação de que, ao longo de 13 meses, o Instituto Fernando Henrique Cardoso recebeu quase R$ 1 milhão em “mesadas” da Construtora Odebrecht – aparentemente sem a contraprestação de serviços – é destas coisas de deixar a oposição com um elefante entalando a goela. Como, agora, acusar Lula de lobista da empreiteira? Sem contar a história da “palestra que não podia ser palestra”, negociada pela Braskem com FHC por e-mails. A Braskem, além de grande cliente da Petrobras, é 49% pertencente à petroleira e, portanto, seu dinheiro também é metade Petrobras. Será que algum procurador vai chamar FHC para depor e justificar o recebimento desta bolada, como fizeram a Lula? Leia mais aqui.

6. “O Globo” assume que lobista não citou filho de Lula em delação
O jornal ‘O Globo’ assumiu, em publicação na capa do jornal no domingo (8), ter errado ao afirmar que o lobista Fernando Baiano havia citado Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em delação premiada. “Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, não foi citado pelo lobista Fernando Baiano na delação que fez na Operação Lava-Jato”, disse o jornal. A mentira havia sido publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim, no dia 11 de outubro. Leia mais aqui.

7. Aécio cedeu aviões de Minas a Luciano Huck, Ricardo Teixeira e atores
O ex-governador de Minas Gerais e atual senador pelo PSDB, Aécio Neves, cedeu, entre 2003 e 2010, aeronaves do estado para deslocamentos de políticos, celebridades, empresários e outras pessoas de fora da administração pública. A denúncia foi publicada pelo jornal “Folha de S. Paulo”, no domingo (8). Entre os beneficiários estão o apresentador Luciano Huck e a dupla Sandy e Júnior, em 2004. Além disso, os atores José Wilker e Milton Gonçalves, além do ex-executivo da rede Globo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, também utilizaram aviões do estado para deslocamento. Leia mais aqui.

8. Nassif: Como Aécio implodiu com o PSDB
Desde a morte de Mário Covas e Sérgio Motta, o PSDB foi perdendo substância. Transformado em referencial único do partido, Fernando Henrique jamais logrou conferir-lhe profundidade programática. Vazio, acomodado, superficial, FHC contentava-se com boutades para uma mídia extraordinariamente indulgente e em sua revanche permanente com Lula. O partido acomodou-se com a aliança com a mídia. Tendo à sua disposição a maior máquina de construção e destruição de ideias, não soube alimentá-la de conceitos legitimadores. Sem ideias, sem programas, a mídia quedou-se ante um anti-estatismo primário, em posturas anti-políticas sociais e em discursos anti-corrupção. Só anti. Não conseguiu sequer elaborar os bons conceitos liberais. Grupos de mídia falam para o fígado e os intestinos, não para o cérebro. E o PSDB foi atrás. Passou a ter o rosto irado de Aloysio Nunes, o histrionismo de Aécio, o primarismo de Carlos Sampaio. Leia mais aqui.