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Artigo: Narrativas das juventudes, e suas inventividades – por Allan Borges

Por Allan Borges

Publicado no site do PT em 19/11/2012

O desafio de pensar espaços de juventude de modo amplo, crítico e inovador mobilizou a Superintendência de Estado de Políticas Públicas para a Juventude – RJ criada em janeiro de 2007 a criar no ano de 2009 após a I Conferência Estadual de Juventude o primeiro Centro de Referência da Juventude – CRJ, localizado na comunidade do Aço em Vila Paciência/Sta. Cruz.

Atualmente em dez comunidades da região metropolitana do Rio de Janeiro, os Centros de Referência da Juventude (CRJs), são dispositivos públicos, administrados pela Superintendência de Políticas Públicas para a Juventude, que tem como objetivo principal apresentar outros dispositivos relacionais para a juventude ao seu futuro, através da inclusão social de jovens de comunidades de baixa renda em situação de risco social e/ou pessoal, através de um método inclusivo, que valorize as especificidades e que pressuponha um espaço centrado na comunidade, livre de barreiras, emulador de criatividade, idéias, e, gestor de oportunidades sociais e econômicas para a juventude desses territórios.

O CRJ executa cursos, atividades livres esportivas e culturais com estratégias socioeducativas para agir na formação de valores e atitudes. Busca-se com isto, uma a alteração de perspectiva e a ruptura com condutas de risco social e individual. O CRJ também se coloca como facilitador no acesso aos serviços públicos e privados, e com a Escola em suas demandas e desafios.

O CRJ não tem a pretensão de substituir a escola regular e técnica, tampouco, “apenas ocupar um tempo livre dos jovens para que estes fujam do ócio e/ou da rua”.  O dispositivo, objetiva, sobretudo, assumir um caráter mais amplo, que “guerreie” para a redução das desigualdades sociais e consolidação de direitos humanos e, mais a frente, torne-se afetivamente a segunda casa do(a) jovem. Para o Superintendente de Políticas Públicas para a Juventude, Allan Borges “o CRJ é um espaço de Crítica Social e de Fabricação de Idéias, ou seja, o case é um conjunto de narrativas marginais, boas e exitosas, um material vivo. Não pausterizado pelas exigências da vitrine.”
A construção desse momento propiciou que o CRJ, de fato, criasse nitidez com sua mobilização e participação juvenil. Assumindo-se também como um espaço de debates, concertações, diálogos, reuniões de jovens e da sociedade civil organizada integrando-se com tecido social em questão. A Participação juvenil coadunada com a execução finalística, propiciou novos canais de escuta direta com os/as jovens dinamizando e ampliando o debate. 

Hoje o CRJ esta no cenário nacional e na agenda pública do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Traz consigo, um sentimento marcado por olhares de dentro e de fora da favela, e vivido entre as ambivalências produzidas pelas políticas de emancipação/transformação/direitos e os tirocínios da assistência.

Allan Borges

Superintendente de Políticas Públicas de Juventude
Vice-presidente do Conselho Estadual de Juventude – COJUERJ