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Economia da cultura comum

Fonte: Teoria e Debate (publicado em 05/06/2012), por Ana Paula do Val

A cultura comum, ou ordinária, como definiu Raymond Williams, é de todos. Assim, “a cultura é todo um modo de vida, e as artes são partes de uma organização social que é claramente afetada de forma radical por mudanças econômicas” (Williams, 1958).

A afirmação acima contrapõe a evolução do conceito de cultura em seu processo histórico definido pelos cânones das belas-artes. O resultado de tal processo são políticas culturais que priorizam expressões artísticas em sentido estrito e se referem a um “conjunto diversificado de demandas profissionais, institucionais, políticas e econômicas, tendo, portanto, visibilidade em si própria” (Botelho, 2001). Mas, então, onde estão as políticas públicas para a definição de cultura apontada por Williams? Talvez a resposta esteja, segundo Isaura Botelho, na dimensão antropológica, em que a cultura é compreendida como modo de vida, que se produz pela interação social, modos de pensar e sentir, na construção de valores, no manejo de identidades e sociabilidades (Botelho, 2001).

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