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Em Pauta Conjuntura: Luta pela água em São Paulo

A Secretaria Nacional de Organização e a Escola Nacional de Formação estão convocando um amplo processo de debate pré-congressual a respeito dos temas da conjuntura atual, para preparar a nossa militância para as Etapas Municipais e Estaduais do 5º Congresso e para a ação política de todos os Diretórios Municipais, Estaduais e de todos os setoriais do PT.

Neste momento, em que diferentes setores da direita brasileira, por meio de métodos autoritários e golpistas, afrontam a democracia e o Estado de Direito, desqualificam a atividade política para continuar beneficiando uma elite social que favorece os interesses dos grandes rentistas, atacam frontalmente o governo da presidenta Dilma, que venceu as eleições livres com 52% dos votos, é muito importante que a discussão sobre a conjuntura nos diretórios, núcleos e mandatos do partido seja retomada e ampliada com o vigor necessário. Nosso objetivo é fortalecer a capacidade de leitura, interpretação, elaboração de nossos/as militantes, filiados e filiadas, contribuindo para uma forte ofensiva política voltada ao diálogo com a sociedade e à ação política do PT em cada lugar. 

Para isso, a Escola Nacional de Formação do PT está produzindo o “Em Pauta Conjuntura”, que apresenta roteiros para leitura de artigos divulgados no portal do PT Nacional, no Portal da Fundação Perseu Abramo, no site da liderança da bancada do PT na Câmara Federal, no site do PT no Senado, no portal do Instituto Lula e em portais e blogs de esquerda e progressistas, sempre que os artigos contribuírem para a compreensão de temas importantes para o País em coerência com a política do PT. O boletim será diário e distribuído pela Secretaria Nacional de Organização.

Com estas ações, podemos criar um ambiente ideal para ampliarmos a nossa mobilização em cada cidade do Brasil. Esta é uma vantagem que nenhum outro partido possui. Precisamos trazer os nossos mais de 1,7 milhão de filiados e filiadas para a disputa política.

Clique aqui e confira as orientações e o roteiro para a realização dos debates!

 

Apesar das mobilizações frequentes pela água, muitos ainda desconhecem a gravidade da crise de desabastecimento enfrentada por São Paulo. Nesse sentido, a Escola Nacional de Formação do PT preparou um novo Em Pauta Conjuntura, com algumas informações importantes para compreender e enfrentar esta crise.

Sistema Cantareira

O Coletivo Rios e Ruas preparou um conteúdo sobre o Sistema Cantareira muito elucidativo e válido para entender a crise: Afinal quanta água tem no Cantareira?

Logo no início, observe que o texto já desmente a falácia difundida pela mídia de que podemos nos sentir mais aliviados com a elevação no nível do Sistema Cantareira no final de fevereiro. O gráfico disponibilizado pelo Coletivo demonstra que “estamos muito abaixo dos níveis registrados nos últimos quatro anos para esta mesma data”.

A partir do gráfico, é possível constatar que a situação permanece grave, apesar de termos tido um fevereiro bem chuvoso na Cantareira. Basta atentar para a informação, no texto, de que “ainda são necessários mais 182 bilhões de litros apenas para encher a Reserva Técnica 1 e atingir a “cota zero” do chamado Volume Útil.”

Os informes da Sabesp

Vale observar, a partir do 3º parágrafo, que os boletins divulgados pela Sabesp não ajudam a esclarecer a população; na verdade, os informes produzem mais confusão do que esclarecimento.

De acordo com o Rios e Ruas, a Sabesp divulgou, recentemente, que o Cantareira atingiu 10,7% do seu volume total, mas há um erro no cálculo feito pela empresa: “1. O cálculo é feito a partir da soma do Volume Útil (antes de maio/2014) + Reserva Técnica 1 (após maio/2014) + Reserva Técnica 2 (após outubro/2014); 2. Mesmo utilizando esse total, o cálculo está simplesmente errado.”

Atentem para as duas as explicações do Coletivo para o erro cometido pela Sabesp, nos parágrafos 5 e 6:
– O primeiro equívoco é optar por calcular com base no volume total de água disponível, sendo que já estamos utilizando as Reservas Técnicas, que só podem ser utilizadas em caráter extraordinário. Ou seja, seria mais esclarecedor se a Sabesp separasse o que é Reserva Técnica do que é Volume Útil nos índices que apresenta.
– O segundo erro é ainda mais grave e matemático. Uma vez que a SABESP está considerando a soma total (Volume Útil + Reservas Técnicas) no cálculo do índice, tinha de utilizar o volume somado para calcular as porcentagens, mas está usando apenas o valor do Volume Útil.

Como se pode observar, a Sabesp não vem disponibilizando informações de modo a contribuir para o entendimento da crise pela população, o que colabora para o seu agravamento.

Ineficácia do governo e a luta pela água

Diante da ineficácia do governo estadual e da Sabesp, o Portal Fórum produziu um “Raio X: Para entender a luta pela água em SP”, com o intuito de contribuir para o entendimento da crise e mobilizar a população para a luta pela água.

Observe que já no primeiro parágrafo, novamente, evidencia-se que a crise da água é grave e que o racionamento está acontecendo, independente da região, apesar de não ser assumido abertamente pelo governo e pela Sabesp.

Com o intuito de encontrar maneiras para passar por essa crise e pressionar o governo para que se mude a lógica da gestão da água em São Paulo, a população vem se organizando e se mobilizando. Desde o final do ano passado, uma série de atos, atividades e aulas públicas relacionadas à crise hídrica vêm acontecendo independentemente da ação do poder público.

Nesse sentido, vale observar, no texto, o perfil traçado pelo Portal Fórum dos coletivos, entidades e movimentos pautados pela crise da água que vêm nascendo com o objetivo em comum de garantir o acesso à água para todos. Atentem para o fato de que cada grupo propõe diferentes métodos, caminhos e soluções para a crise.

As mobilizações pela água em São Paulo

Na Marcha pela Água que ocorreu em São Paulo (veja a notícia e a programação completa aqui), serão levadas ao governo as seguintes demandas: distribuição de caixas d’água para famílias de baixa renda, abertura de poços artesianos na periferia e construção de cisternas nesses mesmos locais. Além disso, a mobilização também será contra o uso privado de um bem público como mercadoria.

No 5º parágrafo, observe que há um bom argumento para combater a desculpa da falta de chuvas para justificar a crise: “A culpa não é de São Pedro, mas de quem pegou a água e colocou ela em uma bolsa de valores onde não há nenhum interesse que se faça investimento para uso racional e sustentável do recurso”.

Outro ponto importante abordado na notícia é a relação entre a crise hídrica, o planejamento urbano e a pauta da moradia popular, já que a ocupação das áreas de mananciais – alternativa para famílias pobres que não têm onde morar –, é um dos fatores que contribuem para que cada vez menos água limpa esteja disponível nos reservatórios.

Serviço
20/03 (sexta-feira) – Dia de Luta pela Água | Realização: Coletivo de Luta pela Água
Local: Vão livre do MASP
Horário: 14h30

27/03 (sexta-feira) – 4º Ato Sem Água São Paulo vai Parar | Realização: Lute pela Água
Local: Largo da Batata, Pinheiros
Horário: 18h00

Clique aqui e confira outros conteúdos do Em Pauta Conjuntura!