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Em Pauta Conjuntura: Crescem as mobilizações pelo “Fora Temer”

 

Mais de 20 mil manifestantes foram, ontem (21/05), no MASP, na Avenida Paulista, para pedir a saída de Michel Temer, a realização de eleições diretas já e rechaçar as propostas de reformas trabalhistas e da Previdência defendidas pelo Palácio do Planalto e pelo empresariado, além de setores da mídia. A mobilização foi convocada pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, com apoio das centrais sindicais e inúmeros movimentos sociais.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, destacou a união de milhares de jovens, homens, mulheres, no campo e nas cidades, indo às ruas para reivindicar Diretas Já e a imediata retirada das propostas de reforma da Previdência e reforma trabalhista. Freitas destacou o papel da Globo no episódio da delação de empresários da JBS, na qual Temer está diretamente envolvido: “Por que vocês acham que a famigerada Globo quer tirar o Temer? Porque ela botou o Temer. Quem botou, acha que tem o direito de tirar. Vocês acham que a Globo tem interesse de defender o direito dos trabalhadores?”, afirmou Vagner, que completou: “O que a Globo quer é tirar o Temer porque ele não consegue entregar o produto, não consegue fazer as reformas. Querem tirar o Temer e, de maneira indireta, colocar outro golpista igual a ele para fazer as reformas, para acabar com a sua aposentadoria, com a sua carteira assinada e destruir o Brasil”.

O coordenador da Central de Movimentos Populares e da Frente Brasil Popular, Raimundo Bonfim, destacou mais uma tentativa em curso de rasgar a Constituição. “Eles agora estão com o argumento de que não pode alterar a Constituição. Ora, para rasgar a Constituição Brasileira e dar um golpe na presidenta Dilma, eles fizeram. Para retirar direitos trabalhistas e alterar a CLT, eles rasgam a Constituição. Para aprovar a reforma da Previdência, eles rasgam a Constituição. Então alterem a Constituição para dar direito ao povo de escolher o presidente da República”, disse, Bonfim, que mandou recado para os setores conservadores. “Eles querem eleições indiretas para acabar com nossos direitos, nossa aposentadoria. A direita está dividida, mas unida para acabar com nossos direitos. Eles que coloquem as barbas de molho porque o povo está unido por Diretas Já. Não vamos aceitar nenhuma saída que não seja pelo povo em eleições diretas, livres e democráticas”.

Ao longo do dia, o povo também foi às ruas em outras capitais e cidades do País. A manifestação de Brasília foi marcada, em sua maior parte, pela participação de servidores públicos, estudantes e profissionais liberais, bem como integrantes de sindicatos e centrais sindicais, além de movimentos como o Levante Popular da Juventude. Em Natal (RN), cerca de 2 mil pessoas ocuparam as ruas do centro e se manifestaram contra os cortes nas aposentadorias e nos direitos trabalhistas propostos pelo atual governo. Na região centro-oeste, manifestantes também foram às ruas pelas diretas já, em Cuiabá, no Mato Grosso, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e também em Goiânia, capital do estado de Goiás. Na capital mineira, a manifestação começou pela manhã na praça da Liberdade, região central da cidade. De acordo com a organização, cerca de 50 mil pessoas. Além de pedir a saída do presidente, os participantes, que caminharam até a praça Sete de Setembro, também ressaltaram o envolvimento de Aécio Neves (PSDB). Houve atos ainda nas cidades de Juiz de Fora e Uberlândia e Ipatinga.

Além das manifestações, o Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) votou pela abertura de processo de impeachment contra Michel Temer por crime de responsabilidade. Os conselheiros acolheram voto proposto por comissão especial que analisou as provas do inquérito. Foram 25 votos favoráveis, um contrário e uma ausência. O pedido de impeachment deve ser protocolado na Câmara nos próximos dias. Segundo a comissão especial, convocada pela diretoria da OAB Nacional, Temer teria falhado ao não informar às autoridades competentes a admissão de crime por Joesley Batista, diretor da JBS, e faltado com o decoro exigido do cargo ao se encontrar com o empresário sem registro da agenda e prometido agir em favor de interesses particulares.

 

Confira outros destaques:

 1. ENFPT realiza curso sobre a Geopolítica do Petróleo

No dia 25 de maio, a Escola Nacional de Formação do PT realiza o curso temático “Geopolítica do Petróleo”, com o presidente da Petrobras entre 2005 e 2012, José Sérgio Gabrielli, e o coordenador nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel. O curso será transmitido ao vivo, em conjunto com a Fundação Perseu Abramo, das 19 às 21h30, na página da ENFPT e da FPA no Facebook. Leia mais aqui.

2. JN se corrige e nega contas de Lula e Dilma no exterior

Depois de martelar, minutos a fio, que o delator Joesley Batista tinha dito que havia contas de Lula e Dilma no exterior, somando US$ 150 milhões de dólares, o Jornal Nacional se “corrigiu” ontem (21/05) em alguns segundos. O apresentador William Waack reconheceu que não há conta dos ex-presidentes, mas apenas a alegação do dono da JBS de que teria mantido contas com finalidade de fazer frentes a gastos políticos. Leia mais aqui.

3. Barroso libera ação que avalia eleições diretas para escolha de sucessor de Temer

Ontem (21/05), enquanto brasileiros iam às ruas para pedir a saída de Michel Temer do cargo e a realização de eleições diretas, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, devolveu os autos da ação direta de inconstitucionalidade (ADI), que pede justamente a avaliação, pela mais alta corte, do artigo 224 do Código Eleitoral. Trata-se de um bom sinal para o início da discussão sobre realização de eleições diretas para a Presidência da República. A devolução dos autos, confirmada pelo protocolo do tribunal garante retorno da discussão na mais alta corte e, dependendo do julgamento, pode garantir as regras a serem definidas daqui por diante. Tramitam no tribunal dois processos que questionam qual artigo sobre o tema deve passar a valer: o 224 do Código Eleitoral ou o 81 da Constituição. O primeiro prevê diretas; o segundo, não. Leia mais aqui.

4. Delação da JBS revela que Dilma demitiu o “operador de propina” de Temer

No acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, revelou que Michel Temer lhe pediu que pagasse uma mesada de R$ 100 mil ao ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Indicado por Michel Temer ao cargo, Rossi foi demitido em agosto de 2011 pela então presidente Dilma Rousseff. Segundo Joesley, o valor teria sido pago pela JBS por um ano. O executivo relata que Temer fez o pedido em benefício de Rossi após ele deixar a Esplanada em 2011. Wagner Rossi deixou o Ministério da Agricultura acusado de praticar uma série de irregularidades na pasta. Leia mais aqui.

5. Para entender a lógica e o timing da Lava Jato

O destino do país e da Presidência da República depende fundamentalmente do povo nas ruas, mas, neste momento, há duas coalizões principais que se digladiam na disputa pelo poder. Nenhuma delas é popular. Nenhuma cogita eleições diretas já. Uma coalizão é a do grande acordo nacional, comandada por Temer, que assumiu o comando do país com o afastamento de Dilma e que tem como base política o PMDB, o PSDB e o DEM, e como base jurídica o grupo do Supremo conformado por Gilmar e Alexandre de Moraes. Essa coalizão tinha como programa “estancar a sangria” dos políticos e do mercado. Estancar a sangria política seria encerrar a Lava Jato, controlar o Supremo, o Ministério Público e a Polícia Federal. Estancar a sangria econômica seria estabilizar a economia do País e aplicar um programa de reformas que transfira renda dos trabalhadores para as empresas, por meio de duras reformas. A outra coalizão é a da Lava Jato, que tem como agenda principal fortalecer o poder do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário sobre os destinos do País. O que quer essa coalizão? O mesmo que os políticos, guardadas as devidas proporções: poder, prestígio e dinheiro. O mote principal desse projeto é o combate à corrupção, mas o interesse fundamental desses grupos é garantir o controle sobre decisões essenciais ao país e a remuneração de suas corporações em níveis que, internacionalmente, não têm paralelo. Leia mais aqui.

6. Paim destaca suspensão das reformas no Congresso Nacional

O senador Paulo Paim (PT) comunicou a suspensão do trâmite das reformas trabalhista e previdenciárias devido ao ambiente de instabilidade política gerada com a delação dos empresários do grupo JBS envolvendo Aécio Neves e Michel Temer. Paim relatou que alguns parlamentares governistas têm demonstrado pouca disposição em apoiar a votação das reformas. Renan Calheiros e Valdir Raupp (ambos do PMDB) são dois dos senadores contrários aos textos. Por isso, Paim defendeu a necessidade de um tempo maior para discussão das propostas, ao contrário do que deseja o Planalto. Leia mais aqui.

7. Polícia expulsa dependentes químicos em operação na cracolândia

Mais de 500 policiais (civis, militares e federais) e agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) realizaram uma grande operação na região da Cracolândia, no centro de São Paulo, ontem pela manhã (21/05). A ação começou às 6h45 e buscava identificar pontos de venda de drogas, apreensão de entorpecentes e localização de traficantes. A Justiça expediu cerca de 70 mandados de prisão. Com a ação, foram expulsos usuários de drogas e moradores do local. Além da destruição de barracas, policiais entraram em hotéis, pensões e estabelecimentos comerciais. Leia mais aqui.

8. Inimigos do Brasil

Mais uma vez, os três personagens que escreveram um dos capítulos mais indignos da história republicana brasileira estão juntos no noticiário: Aécio Neves, Eduardo Cunha e Michel Temer. A inspiração no que têm de pior ajudou a criar uma crise que estagnou a economia, abriu o flanco para reformas antipopulares, recompôs o pacto financista, jogou milhões no desemprego e reverteu a dura construção de um projeto de sociedade inaugurado com a Constituição de 1988. As revelações dos crimes de Temer, Aécio e Cunha podem sugerir uma falsa democratização das investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, como se agora tivesse “sobrado para todo mundo”. Não foi bem assim. O acompanhamento das ações realizadas seguia uma inegável tendência à perseguição de determinadas lideranças e partidos, deixando sempre escapar a sombra a frouxidão e impunidade entre os sócios do golpe. A senha era dada tanto no trato desigual das denúncias e provas, como na exibição de simpatia e sorrisos entre juízes e determinados investigados. Leia mais aqui.

9. Meirelles é o instrumento do capital financeiro para destruir o estado social’

O senador Roberto Requião (PMDB) bateu duro no ministro da Fazenda, Henrique Meireles, ao classificá-lo como “a ferramenta, o agente, o instrumento do capital financeiro para detonar o Estado Social e Nacional no Brasil”. Pelo Twitter, o parlamentar afirmou que o “crime maior é desnacionalizar o Brasil e entregá-lo à dependência do capital financeiro com nosso povo escravizado sem direitos”. Leia mais aqui.

10. Reformas do governo Temer não podem ser analisadas de forma isolada

Especialistas de todo o Brasil discutiram durante toda a sexta-feira (12/05), em Curitiba (PR), a reforma trabalhista e os retrocessos sociais em pauta no país. O pensamento recorrente é de que trata-se de um equívoco analisar de forma isolada as reformas trabalhista e previdenciária e outros retrocessos sociais em curso no Brasil. Uma das principais economias do mundo e com uma grande gama de recursos naturais disponíveis, o Brasil é alvo de um evidente interesse dos grandes grupos econômicos. Esse é um dos pontos, que segundo o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, passa desapercebido. Leia mais aqui.

11. ‘O mundo do meu avô era o meu preferido’, rememora neta de Candido

Na primeira terça-feira de maio meu avô e eu almoçamos juntos, como fazíamos toda semana, há muitos anos. Naquele dia, a conversa começou assim: “Nasci em um mundo, me desenvolvi em um outro, e agora estou neste terceiro, que eu não compreendo, do qual não sou parte”. Já era recorrente a queixa de que, àquela altura da vida, nenhuma das suas referências poderia perseverar. Fui cúmplice: “Eu também, Vô, não compreendo e muitas vezes não me sinto parte, inclusive porque este terceiro tem uma característica que o diferencia brutalmente dos anteriores, que é a velocidade. Também não acompanho”. Sorrimos juntos e partimos para o tema seguinte. Leia mais aqui.

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