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Benedita da Silva rebate editorial da Folha de S.Paulo contra cotas raciais

Fonte: Portal PT, em 17/10/2012

Por Ivana Figueiredo, PT na Câmara




Benedita da Silva lembrou que o racismo viola o direito à igualdade, um dos pilares fundamentais da democracia e que o processo de desenvolvimento nacional do País só se completará quando estiverem incluídos todos os negros. “Não é possível construir uma nação e uma cidadania sem reconhecer essa dívida histórica que o Brasil tem para com a população negra. É esse preconceito que leva à exclusão social, e, consequentemente, há perdas e danos para a população”, reiterou a petista.

Benedita da Silva destacou ainda, os direitos assegurados aos negros na Constituição Brasileira,  o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/10) sancionado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e todo o esforço que o governo Dilma Rousseff tem feito para garantir o cumprimento desses direitos.  “Preocupa-me o editorial da Folha de S.Paulo que trata das cotas”, disse. Na avaliação da deputada, “ele está na contramão dos resultados, das conquistas e das lutas históricas do Movimento Negro Brasileiro, do pensamento includente dos nossos governantes e dos gestores públicos”.

Para Benedita, ex-ministra do Desenvolvimento Social na gestão de Lula, o racismo tem assumido uma das “facetas mais cruéis em todo o mundo”. A natureza dissimulada, segundo ela, dificulta o combate.  “Um racismo velado que classifica o que pode e o que não pode: cota para pobre pode; para negro, não. Como combater um racismo que se escamoteia, que se nega? É o racismo que se mostra mais pernicioso e, por isso, carece de mais atenção”, advertiu Benedita da Silva, em seu discurso.

Benedita da Silva rebateu ainda às críticas da Folha de S.Paulo com relação às cotas em universidades federais, critério a ser preenchido no próximo vestibular.  De acordo com o jornal, “o leite já está derramado” ao acusar o Congresso Nacional de ter aprovado “uma violenta elevação do número de vagas carimbadas como exclusivas de alunos de escolas públicas e de minorias raciais, afrontando à autonomia universitária e às políticas locais adotada em várias instituições”.  Para a deputada, “não é nenhuma perseguição, e sim, uma questão séria, importante para a cidadania brasileira”. O que existe, na avaliação da deputada Benedita, é “um racismo, com suas sutilezas, que precisa ser combatido e às cotas raciais vieram como um processo de ações que não são mais do que ações de equidade”.