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Os ricos não sabem a importância do Bolsa Família, afirma Humberto Costa

“É lamentável que, depois de tantos dados e exemplos de sucesso, um programa reconhecido nacionalmente e internacionalmente seja atacado”

“Quem vive de forma nababesca não sabe o que significa um Programa como o Bolsa Família”. Assim o senador Humberto Costa (PT-PE) resumiu a importância do programa, que tem sido duramente atacado pela mídia conservadora e por parte da oposição. Estranhamente, um programa tão criticado suscitou ainda mais polêmica quando surgiram boatos sobre a sua extinção. “Que argumentos são esses? Ao bom político e homem público são necessárias sensibilidade social e compreensão da importância de programas de inclusão social, num País que historicamente sempre teve percentuais elevados de pobreza e desigualdade”, provocou.

O senador pernambucano estranhou especialmente que políticos do Nordeste, cuja população é uma das mais beneficiadas pelo programa, ataquem uma iniciativa que reduziu drasticamente a pobreza. Em discurso ao plenário na noite dessa terça-feira (4), ele lembrou dados de pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para rebater um dos principais argumentos dos adversários do Bolsa Família, que insistem em dizer que o benefício desestimularia os beneficiários a buscarem emprego ou a se tornarem empreendedores. Afinal, os números demonstram que uma parcela significativa dos beneficiários — 38% — são empreendedores, estando concentrados em maior proporção na Região Nordeste.

“É lamentável que, depois de tantos dados e exemplos de sucesso, um programa reconhecido nacionalmente e internacionalmente seja atacado e seus beneficiários vistos como pessoas acomodadas, que desejam passar toda a vida às custas do benefício social”, atacou Humberto. “As pessoas pobres, que antigamente não tinham sequer a certeza de, no dia seguinte, poderem fazer e dar aos seus filhos três refeições, esses sabem o que o Bolsa Família representou e representa para o nosso País”, resumiu.

Enfatizando a importância do programa em outras áreas relacionadas à assistência, Humberto Costa mencionou também os avanços alcançados na saúde e educação das populações beneficiadas. Lembrou que, além da melhoria do desempenho escolar dos filhos das famílias beneficiárias, na saúde, resultados publicados pela revista inglesa The Lancet, demonstraram uma queda, entre 2004 e 2009, de 17% na mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos de idade.

“A transferência de renda resgata o cidadão marginalizado da extrema pobreza, dando um alívio imediato e maiores condições de inclusão social. As condicionalidades reforçam o acesso a direitos sociais básicos nas áreas de educação, saúde e assistência social. As ações e programas complementares, por sua vez, permitem que os beneficiários superem a atual situação que se encontram e prosperem”, enfatizou.

Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) chamou a atenção para a repercussão internacional do Programa. Na avaliação de Suplicy o grande interesse demonstrado por vários chefes de Estado de países da África e América Latina em conhecer o programa é uma das provas de seu sucesso.

Fonte: Site do PT