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Capítulo 14 – Educação indígena

Cerca de metade da amostra (49%) acreditam que as crianças e jovens indígenas que vivem em aldeias não recebem a mesma educação escolar que a população não indígena recebe, pouco mais de um terço acredita que recebem a mesma educação (38%) e 13% não soube opinar.

Entre os que acham que as crianças e jovens indígenas que moram em aldeias recebem a mesma educação escolar que a maioria da população (38%), a grande maioria (92%) considera que isso é bom e 4% acham que receber o mesmo tipo de educação escolar é ruim. Da mesma forma, para os que acham que as crianças e jovens indígenas que moram em aldeias não recebem a mesma educação (49%), 5% consideram isso bom e 87% avaliam como ruim as crianças e jovens indígenas não receberem o meso tipo de educação escolar.

Os entrevistados da região Sudeste são os que mais acreditam que a educação recebida nas escolas indígenas seja diferente da educação formal (55%), assim como os que moram nas capitais (54%).

Para os que avaliam negativamente o fato de as crianças indígenas não receberem a mesma educação formal oferecida em escolas fora de aldeias, as principais razões se relacionam a aspectos educacionais (31%) sobretudo ao direito á educação, que todos precisam de educação, é uma forma de inclusão (10%), 7% alegam que a educação é desigual e falta educação de qualidade para os indígenas; mesma taxa dos que dizem que com a mesma educação as crianças indígenas poderiam ser alfabetizadas, poderiam aprender a ler e escrever e 5% afirmam que se tivessem a mesma educação poderiam ter mais conhecimento sobre a cultura dos brancos.

Outros 11% justificam sua opinião com argumentos relacionados à aspectos econômicos, como se a educação fosse a mesma poderiam acesso ao mercado de trabalho, um emprego, capacitação profissional (8%), ou poderiam ter mais qualidade de vida, um futuro melhor (3%). Um a cada dez entrevistados associam a educação formal á evolução e 5% afirmam que as crianças e jovens indígenas poderiam assim evoluir, progredir, para que houvesse desenvolvimento dos povos indígenas, 3% acreditam que com o mesmo tipo de educação poderiam sair da floresta e ir viver na cidade e 2% que poderiam se atualizar e não ficarem atrasados. Segundo 8% da população um mesmo tipo de educação favoreceria o aspecto social, com 4% de menções a possibilidade de uma maior integração e 6% ressaltam aspectos políticos, que favoreceria a luta dos indígenas pela conquista de seus direitos.

Os que avaliam positivamente o fato de crianças indígenas receberem a mesma educação que as crianças não indígenas, alegam as mesmas razões, sendo os aspectos educacionais assinalados por 23%, com 9% de menções ao direito à educação como um direito de todos, 6% para serem alfabetizados e 4% introduzem um novo aspecto, a possibilidade de aprenderem outra língua e se tornarem bilíngües. Os aspectos sociais são levantados por 12% dos que avaliam positivamente a igualdade de educação entre índios e não índios, sobretudo pelo aspecto de integração, aprenderem a conviver com a gente (9%); 10% ressaltam aspectos econômicos, relacionados a possibilidade de terem uma profissão e integrarem o mercado de trabalho (7%) ou para terem mais qualidade de vida (4%); 8% destacam aspectos políticos, como aprenderem a lutar por seus direitos (7%) e 5% vêm na educação formal uma forma de evolução.

Para 27% da população brasileira, ter escola de ensino fundamental nas aldeias é o mais importante para a educação dos indígenas. As opiniões se dividem quanto a uma educação indígena diferenciada, com 14% que considera importante a educação bilíngüe, praticamente o mesmo percentual dos que acham mais importante o acesso ao ensino formal de qualidade em português (13%) e aulas com professores nativos (12%).

Escolas de ensino fundamental nas aldeias são fortemente mencionadas entre os residentes na região Norte (44%). Entre os indígenas o mais importante para a educação é o acesso ao ensino formal de qualidade, em português e escolas de ensino médio nas aldeias (23%, ambos).

Quando em consideradas múltiplas respostas, o ensino fundamental nas aldeias mantém a liderança, com 39% de menções, seguida pela educação bilíngüe (25%). Aprender técnicas de capacitação para o trabalho ganha importância, alcançando 24% de menções, empatando tecnicamente com professores nativos (22%) e o ensino médio nas aldeias (22%).

Pelo que pensa 42% da população brasileira, nas aldeias os índios são alfabetizados tanto em português como em sua língua nativa, 20% pensam que são alfabetizados apenas em sua língua nativa, 11% acham que são alfabetizados apenas em português e 10% que não são alfabetizados em nenhuma língua.

Os entrevistados da região Norte e Centro oeste são os que mais acreditam numa alfabetização bilíngüe (48% e 53%), como também os que residem em municípios que têm territórios indígenas (50%). Segundo um terço dos indígenas que responderam à amostra, a alfabetização só se dá em língua nativa e 15% afirmam que não são alfabetizados em nenhuma língua.

A preservação da cultura indígena é o principal objetivo que a área de educação deveria ter para preparar o indígena, segundo 29% dos entrevistados; outros 25% acham que a educação deveria preparar o indígena para colocá-lo no mercado de trabalho. A compreensão da realidade brasileira e o relacionamento com o não indígena deveriam ser focos de preocupação para preparação dos indígenas, segundo 16% e 15% da amostra.

Os mais preocupados com a preservação da cultura indígena são os residentes na região Centro-Oeste (43%), em cidades de pequeno porte (34%) e entre os próprios indígenas (37%) Já a preocupação com a preparação dos indígenas para ingresso no mercado de trabalho, é mais apontada entre los residentes na região Norte e em municípios com territórios indígenas (33%,ambos). Quando consideradas como resposta múltiplas, a hierarquia se mantém.

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Fonte: Portal FPA