O Partido dos Trabalhadores registrará, nesta quarta-feira (15), em Brasília, a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e do candidato a vice, Fernando Haddad. O ato de inscrição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por volta das 16h, será precedido por uma marcha, que saíra do Ginásio Nilson Nelson, no Eixo Monumental, reunindo milhares de pessoas. Assista aqui ao vídeo no qual Gleisi convida toda a população para participar deste momento histórico!

“Temos todas as razões para seguir defendendo o direito de Lula ser candidato e o direito de o povo brasileiro votar livremente. Muitos pensaram que não chegaríamos até aqui, mas, junto com o povo, vamos inscrever a candidatura do ex-presidente para seu terceiro mandato”, afirmou a senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, que completou: “Lula estará na urna eletrônica em 7 de outubro, como quer a maioria dos brasileiros”.

A caminhada até o TSE começa por volta das 14h com carros de som e a participação dos milhares de manifestantes que estão acampados no local desde a segunda-feira (13/08). A chegada ao tribunal será marcada por um grande ato, com a presença do candidato a vice Fernando Haddad, da senadora Gleisi, da deputada Manuela D’Ávila e diversas lideranças do PT, dos movimentos sociais e personalidades democráticas. A imprensa de imagem terá o apoio de caminhão-palco para cobertura. O credenciamento será realizado no local.

Às 11h, a direção do PT e Haddad estarão no lançamento do livro ”Caravana da Esperança, Lula pelo Nordeste” no hotel San Marco.

Ontem (14/08), cerca de cinco mil militantes de movimentos populares que integram a Marcha Lula Livre se encontraram, por volta das 11h, no Plano Piloto de Brasília, depois de marcharem por mais de 50 km para garantir o registro da candidatura de Lula. A marcha, dividida em três colunas, teve início no dia 10 de agosto, e partiu de três pontos distintos. Uma delas saiu da cidade de Formosa (GO), outra de Luziânia (GO) e a terceira de Engenho das Lages (DF).

Militantes petistas e mulheres de movimentos sociais de todo o país também já estão em Brasília para participar do grande ato político que marca o registro da candidatura de Lula à Presidência da República. Às 10h da manhã, as mulheres participam de plenária com parlamentares na tenda do projeto Elas por Elas, localizada no acampamento montado no Ginásio Nilson Nelson, de onde sairá a marcha em direção ao TSE.

A concentração para o ato político será às 13h, e a marcha para o registro de Lula sairá do local às 14h, para se encontrar com a militância petista e movimentos sociais que estão na capital federal para defender a liberdade do ex-presidente e o seu direito de ser candidato. Numa só caminhada, todos e todas seguirão para o TSE. A Secretaria Nacional de Mulheres reforça o convite a todas as mulheres para se somarem neste momento histórico de defesa da democracia.

Além das mobilizações populares, ontem (14/08), o ativista dos Direitos Humanos e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, participou de uma reunião, à tarde, com a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, para falar do golpe e da prisão política de Lula. Também estiveram presentes no encontro a jurista Carol Proner, o ator Osmar Prado e o Frei Sérgio Gröjen, um dos sete grevistas de fome que pede a liberdade ao ex-presidente.

Esquivel disse que fez questão de lembrar a presidente do STF do estado de exceção em que o país se encontra desde o golpe de estado que tirou a presidenta legítima Dilma Rousseff. “Falamos do que está acontecendo no Brasil e na América Latina. Para que eles [ministros] tomem consciência de que Lula é um preso político reconhecido por várias nações. Precisamos encontrar uma saída justa para o povo brasileiro”, relatou.

A jurista Carol Proner, uma das autoras do livro “Comentários a um Acórdão Anunciado – O Processo Lula no TRF-4”, contou que o grupo levou à Cármen Lúcia a mensagem do Papa Francisco sobre os “golpes brancos” que estão ocorrendo na América Latina. “Fizemos um relato da ida ao Vaticano, da nossa visita ao Papa para falar dos retrocessos que o Brasil está passando, praticamente 20 anos em dois, da grave crise de Direitos Humanos, da violência aos líderes populares e indígenas e da intolerância religiosa”, relatou Carol, que complementou: “Falamos também da questão jurídica da presunção da inocência e do papel do Judiciário nas eleições de 2018. Transmitimos a ela a mensagem do Papa, que identifica que na América Latina está ocorrendo um processo de criminalização [de líderes] por parte das mídias e que, segundo o Papa, depois aos judiciários dos países latino-americanos não lhes restam saída a não ser inventar leis para ratificar aquelas acusações antecipadas pela imprensa”.

Quem não puder participar deste momento histórico pessoalmente, pode acompanhar pelas redes sociais do Partido dos Trabalhadores! Lula Livre! Lula Candidato! Lula Presidente! 

Confira outros destaques:

 1. Em entrevista, diretor-geral da PF expõe perseguição a Lula

 Em entrevista ao Estadão, o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, escancarou a parcialidade da condenação de Lula. Galloro afirmou que logo que comunicou o ministro Jungmann que iriam soltar o ex-presidente, cumprindo a decisão do desembargador Rogério Fraveto, sofreu pressões de Sergio Moro, uma ligação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, lhe dando um alerta que protocolaria no STJ contra a soltura, além de uma ordem verbal do presidente doTRF-4, Thompson Flores, para desobedecer a decisão judicial do desembargador Rogério Favreto de soltar Lula no dia 08 de julho.

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman, disse, por meio do Twitter, que irá pedir que o Senado convoque a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para explicar sua atuação no episódio que resultou na permanência do ex-presidente Lula na prisão, a despeito de um habeas corpus determinando que ele fosse libertado; “Raquel Dodge tem explicações a dar ao Senado da República. Qual a justificativa para ligar na PF do Paraná determinando não cumprir ordem judicial, ignorando caminho processual. Espero que o Senado aprove a convocação que iremos apresentar e a investigação sobre seu abuso de autoridade”, postou.

Em nota, o PT afirmou que a entrevista do diretor-geral da PF expôs “as entranhas do abuso de autoridade, da violência jurídica, da desfaçatez de quem tem de observar leis e regras e age por conveniência política” e exigiu “que o Conselho Nacional de Justiça, o Ministério da Justiça e o Senado da República, responsável pela aprovação de Dodge no cargo, se pronunciem vigorosamente sobre as violações cometidas – e confessadas publicamente – por agentes do estado que deveriam defender a lei e fizeram o oposto”. Leia aqui a nota na íntegra.

2. Arbitrariedades do TRF-4 contra Lula são tema de livro assinado por jurista

A Vigília Lula Livre foi palco, na segunda-feira (13/08), do lançamento do livro “Comentários a um Acórdão Anunciado – O Processo Lula no TRF-4”, que trata do julgamento do ex-presidente na segunda instância da Justiça no processo do Triplex do Guarujá. “A gente fez questão de fazer o primeiro dos 15 lançamentos previstos aqui na Vigília, que é um orgulho para nós”, afirmou a jurista Carol Proner, que está entre os 52 autores da obra que analisa tecnicamente a decisão que condenou Lula. O caso chamou a atenção pelas acusações de parcialidade aos magistrados da Corte federal. “Infelizmente, pelo comportamento apressado da Justiça, o acórdão veio se desenhando como algo que a gente já sabia que iria acontecer”, disse Carol Proner. O livro é uma sequência da obra “Comentários a uma Sentença Anunciada: o Processo Lula”, editado pela Frente Brasil de Juristas pela Democracia em Defesa do Devido Processo Legal, que ganhou destaque internacional ao apontar falhas contidas no processo que condenou o ex-presidente em primeira instância. Leia mais aqui.

 3. Lula: Eu quero democracia, não impunidade

Na terça-feira (14/08), o ex-presidente Lula foi destaque no mais importante jornal do mundo, o The New York Times. O jornal divulgou artigo escrito pelo ex-presidente da prisão, afirmando que há um golpe de direita em andamento no Brasil, mas que a justiça prevalecerá. Leia aqui o artigo na íntegra.

4. Petistas criticam tentativa de acabar Fundo Soberano para beneficiar capital financeiro

Deputados petistas criticaram de forma veemente, na segunda-feira (13/08), a intenção do governo ilegítimo de Michel Temer de acabar, por meio da Medida Provisória 830/18, com o chamado Fundo Soberano do Brasil (FSB), que foi criado durante o governo Lula para amenizar, sobretudo, impactos de crises econômicas sobre o País. A MP, que estava na pauta do plenário na segunda, acaba com um importante mecanismo de estabilidade da economia para alimentar o capital financeiro. Por falta de acordo, sua votação foi adiada, e a matéria passou a trancar a pauta da Câmara. Leia mais aqui.

5. Temer paralisa 40 mil obras do ‘Minha Casa Minha Vida’

O “Minha Casa, Minha Vida”, maior programa habitacional do país, está com mais de 40 mil obras em unidades habitacionais paralisadas. Os problemas vão desde a falta de recurso até a burocracia e invasões aos imóveis. A situação faz com que moradores de baixa renda sigam pagando aluguel ou vivendo em áreas de risco. “O programa “Minha Casa, Minha Vida” foi lançado em março de 2009 e, desde lá, construiu 5,2 milhões de unidades habitacionais. Dessas, o Ministério das Cidades afirma que quase 4 milhões foram entregues. Diz também que o número de obras paradas era maior e vem caindo, porém ainda é considerado um problema. Um exemplo do problema está em Olinda, na Grande Recife, onde os residenciais de Peixinhos 1 e 2 estão abandonados, mesmo após 95% da obra concluída. Leia mais aqui.

6. Juristas protocolam representação criminal contra Moro no MPF

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou no Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR), na terça-feira (14/08), uma representação criminal contra o juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato em Curitiba. Na notícia crime, os juristas pedem ao órgão que apure os supostos crimes de prevaricação e abuso de autoridade no episódio do dia 8 de julho em que o juiz atuou para manter o ex-presidente Lula preso, desrespeitando uma ordem de soltura despachada por um magistrado hierarquicamente superior, o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Leia mais aqui.

7. Mujica anuncia aposentadoria da vida política, mas não desiste da “luta de ideias”

Aos 85 anos, o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, anunciou em carta endereçada à presidência do Senado, sua renúncia ao cargo de senador, alegando “cansaço pela longa jornada”. Além de abrir mão do benefício de um subsídio de um ano de salário, Mujica afirmou que “enquanto minha mente funcionar, não posso renunciar à solidariedade e à luta de ideias”. Leia mais aqui.

 

 

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