Relato da Atividade: A atividade do 8 de Março (8M) foi construída de forma coletiva por uma ampla frente composta por mais de 32 organizações, reunindo partidos políticos, sindicatos, mandatos parlamentares e diversos movimentos sociais. Essa articulação demonstrou a força da mobilização popular e a importância da união entre diferentes setores da sociedade na luta pelos direitos das mulheres. O encontro foi marcado por falas, reflexões e manifestações que reforçaram que o 8M não é apenas uma data simbólica de homenagem, mas sobretudo um momento político de denúncia, mobilização e organização da luta por igualdade e justiça.
Durante a atividade, foi denunciada a grave situação vivida pelas mulheres em Mato Grosso. O estado registra um cenário alarmante de violência de gênero, com o maior número de feminicídios dos últimos cinco anos. Somente em 2025, foram 52 mulheres assassinadas, o que representa uma taxa de 2,7 mortes por 100 mil habitantes, uma das mais altas do país. Também foi destacado que, mesmo com medidas protetivas, sete mulheres foram mortas no último ano, evidenciando a necessidade urgente de fortalecer as políticas públicas de proteção e prevenção à violência contra as mulheres.
Outro ponto central do debate foi o impacto social causado pelo feminicídio e pelas desigualdades enfrentadas pelas mulheres. Em Mato Grosso, os assassinatos de mulheres deixaram 87 crianças órfãs apenas em 2025, realidade que reforça a urgência de políticas que garantam proteção, justiça e dignidade. Também esteve presente na pauta a luta por melhores condições de trabalho, incluindo o fim da escala 6×1, defendendo que a mulher trabalhadora tenha tempo para viver, estudar e sonhar. A mobilização reafirmou que as mulheres não querem apenas flores, mas direitos, justiça e respeito, lembrando que quando as mulheres se levantam, toda a sociedade avança.
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