Organizando a Campanha Eleitoral do PT 2019

Organizando a Campanha Eleitoral do PT 2019

O Partido dos Trabalhadores

A luta da classe trabalhadora no Brasil

No início do século XX, existiam no Brasil muitas organizações anarquistas, socialistas e comunistas, além de diversas expressões do sindicalismo. Nos anos seguintes outros partidos e organizações foram sendo criados.

Com o golpe civil-militar em 1964, as lutas populares foram duramente reprimidas, a esquerda perseguida e torturada, os sindicatos sofreram intervenção e os partidos políticos existentes foram proibidos de funcionar. Em 1966 foi imposto o bipartidarismo, quando foram criados a ARENA e o MDB.

Ao final dos anos 1970, sob pressão das lutas por liberdades democráticas e de um grande movimento grevista, acompanhado de lutas no campo, as ruas e praças públicas viraram palco de intensas manifestações, caminhadas, panelaços, passeatas e diversas formas de movimentação que denunciavam as péssimas condições de vida e reivindicavam direitos, anistia e o fim da ditadura. O regime militar começou a dar sinais de fraqueza.

A organização política dos trabalhadores e das trabalhadoras

Neste processo muitos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros compreenderam que para conquistar salários dignos, o direito à terra, melhores condições de vida e direitos sociais era preciso conquistar a democracia, e essa conquista dependia da superação das desigualdades e de todas as forma de opressão.

Entenderam que somente a organização dos trabalhadores e trabalhadoras nos locais de trabalho, nas escolas e universidades e a articulação de todas as suas formas de luta em torno de um projeto político alternativo de governo e de poder, seriam capazes de construir as profundas transformações que a maioria da sociedade reivindicava nas ruas: o fim das injustiças e da exploração.

Dessas experiências e nesse contexto de intensas mobilizações sociais é que foi fundado, em 10 de fevereiro de 1980, o Partido dos Trabalhadores.

Lula assina livros de atas da fundação do PT – Colégio Sion – fevereiro de 1980

Participaram da construção do PT muitas forças da sociedade que vinham lutando contra a ditadura e por justiça social. Encontraram-se nessa caminhada a solidariedade dos trabalhadores e sindicalistas, o compromisso dos setores mais progressistas das igrejas, o desejo de transformação dos militantes e intelectuais socialistas que para o PT convergiram com suas histórias de resistência e utopias anticapitalistas.

 

Socialismo Democrático

Os trabalhadores, as trabalhadoras, jovens e demais segmentos organizados no PT, ao lutarem pela democracia e por direitos, compreenderam que era necessário ir além e lutar também pela superação do capitalismo para alcançar uma sociedade com justiça social e com liberdade.

Por isso, o PT adotou como perspectiva a defesa do socialismo democrático, realizando a crítica aos regimes socialistas do partido único, e se colocou firmemente comprometido com a solidariedade à luta pela libertação e emancipação dos trabalhadores, trabalhadoras e dos povos em todo o mundo.

Lutas, mobilizações e conquistas do PT

Na década de 1980 o PT esteve a frente da luta por liberdades políticas e justiça social. Nosso partido foi imprescindível na mobilização por Eleições Diretas Já, na luta pela Constituinte Livre, Democrática e Soberana, nas movimentações pelo impeachment de Collor e contra a corrupção, pela criação e manutenção de direitos sociais e trabalhistas, na criação da CUT – Central Única dos Trabalhadores, no apoio à luta e à organização dos trabalhadores do campo, nas diversas experiências de criação de canais de participação popular e também nas prefeituras e nos parlamentos.

Os movimentos sociais que deram origem ao PT, além das bandeiras de luta pela democracia, da luta por salários justos, por distribuição de renda e pela reforma agrária, pressionavam os governos locais por melhorias na qualidade dos serviços prestados à população, tais como saúde, educação, creches, moradia, transporte coletivo e outros. O PT se organizou e se fortaleceu nos estados e municípios com núcleos e diretórios, elegeu representantes no legislativo e inicia sua experiência nas prefeituras.

A experiência de luta por estas reivindicações foram o ponto de partida para muitas das propostas levadas à Assembleia Nacional Constituinte onde a atuação do PT, juntamente com outros partidos de esquerda e em estreita relação com os movimentos sociais, conquistou importantes avanços em relação a garantia de direitos sociais bem como em relação à democratização das políticas públicas.

As formulações e propostas elaboradas pelo PT se constituíram em referência para elaboração dos programas e para as primeiras experiências de governos petistas nos municípios. Os primeiros governos democrático-populares logo demonstraram as diferenças em relação aos governos conservadores, no conteúdo, na forma de elaborar e levar a efeito as políticas sociais, o que conduziu ao reconhecimento e apoio da sociedade em muitos lugares no Brasil e no exterior. Tal diferencial dos governos petistas só foi possível pelo seu enraizamento e compromisso com as lutas e reivindicações históricas dos movimentos sociais que permitiram a formulação e aperfeiçoamento de políticas comprometidas com esses setores.

Da mesma forma nos anos 1990, o partido atuou com firmeza em defesa dos direitos sociais e trabalhista, contra o neoliberalismocomprometido com a predominância do mercado sobre a sociedade, representado pelo governo de FHC, que aprofundou a dependência e a subordinação do país frente aos Estados Unidos e aos bancos, com a implementação de políticas que privilegiavam as elites econômicas em detrimento da maioria da população.

O Projeto do PT para o Brasil

Neste mesmo período, os municípios e estados administrados pelo PT, apoiados pelos parlamentares e pela militância petista nos movimentos sociais, realizavam experiências de governo traduziam em políticas públicas as bandeiras de lutas dos movimentos sociais, reivindicadas desde os tempos da ditadura milita, e que foram reconhecidas internacionalmente: o investimento em políticas de inversão de prioridades e de incentivo à participação popular, com a criação dos conselhos de direitos, do orçamento participativo, das secretarias especiais para as ações afirmativas – políticas sociais que objetivam eliminar as desigualdades historicamente acumuladas e várias outras iniciativas que privilegiavam a participação, a formulação política e o controle social sobre as políticas e ações dos governos.

Essas experiências, sistematizadas nas diretrizes do Modo Petista de Governar e de Atuação Parlamentar, deram suporte para que o PT pudesse construir um projeto de desenvolvimento democrático e popular para o país, que culminou nos programas de governo para as disputas presidenciais de 1989, 1994, 1998 e 2002. A política vitoriosa implementada pelo governo do presidente Lula e continuada pela presidenta Dilma resultou, portanto, de uma longa trajetória partidária e social.

A filiado, o filiado e militantes do PT

Os nossos governos mudaram o Brasil, com desenvolvimento com crescimento econômico, presença ativa do Estado e ampliação da participação popular. O aumento do emprego formal, a elevação do salário mínimo e a ampliação da oferta de crédito produziram melhores condições de vida para a população, com distribuição de renda e redução da pobreza e da miséria, contribuindo para a superação do neoliberalismo e para a consolidação de um novo projeto para o Brasil.

Tudo isso foi possível graças ao compromisso e empenho de milhares de militantes petistas, que dedicaram importante tempo das suas vidas para construir o PT e tornar realidade o projeto político capaz de continuar construindo um Brasil e um mundo melhor.

Nos vários movimentos sociais que existem no país será muito difícil encontrar algum deles em que não esteja um militante filiada ou filiado do PT, que não seja apoiado por parlamentares ou lideranças do PT, que não dialogue com os governos do PT. Do mesmo modo, se observarmos as diversas experiências do Executivo e do Legislativo buscando encontrar as políticas públicas mais inclusivas, as medidas mais inovadoras de gestão pública, os projetos de lei mais progressistas, constataremos que aí também a presença do PT é marcante e decisiva.

Por isso, a participação de todos os filiados e filiadas nas esferas e instâncias partidárias é fundamental para fortalecer e construir o projeto do socialismo democrático que almejamos para o Brasil.