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Em Pauta Conjuntura: “Fora, Temer” domina carnaval 2017

Na fonte, publicado em: 
23 Fevereiro, 2017

 

Imagem extraída da página Jornalistas Livres no Facebook.

 

O hit do Carnaval de 2017 foi o “Fora, Temer”. Mais do que qualquer outra música do verão, o grito contra o golpista se espalhou por todo o Brasil e esteve presente nos bloquinhos, shows, marchinhas e fantasias.

A primeira manifestação marcante aconteceu na sexta-feira de Carnaval, em Salvador/BA, quando a banda “Baiana System” agitou o bloco com um “Fora, Temer”. A banda baiana, aliás, está sendo ameaçada de ficar fora do carnaval do ano que vem. De acordo com o coletivo Jornalistas Livres, os puxadores do coro "Machistas, fascistas, não passarão", que foi seguido por um "Fora, Temer!", estão na mira do Conselho Municipal do Carnaval (Comcar). O presidente do Conselho, Pedro Costa, declarou que a banda pode sofrer punição, porque o código de ética do carnaval não permitia usar o trio elétrico para atacar alguém. Pedro Costa afirmou ainda "que não se pode transformar o carnaval em palanque político".

Ainda em Salvador, o músico Caetano Veloso, que não estava na programação oficial, se juntou a uma multidão ao Centro Histórico de Salvador. Durante o show em homenagem aos 50 anos do Tropicalismo, o cantor puxou um “Fora, Temer” e foi prontamente respondido pelo povo que o acompanhava no Pelourinho.

No sambódromo do Rio de Janeiro, a cantora Beth Carvalho afirmou fazer parte do bloco “Fora, Temer”.  “Para mim, só Lula lá”, afirmou. No Recife, a cantora Gaby Amarantos e o cantor Lenine puxaram um gigantesco “Fora, Temer” em seu show. O tradicional bloco recifense “Eu Acho é Pouco” comemorou seus 40 anos com um dragão “Fora, Temer” estampado. Durante show da cantora Maria Rita na Fundição, no Rio de Janeiro, o povo também cantou o “Fora, Temer”. E em Belo Horizonte, milhares de pessoas se uniram, em uma só voz, contra o governo golpista. Até o Tom Zé fez sua versão de Carnaval contra o Temer.

Os jornais americanos “San Francisco Chronicle” e “The Guardian”, o “Pagina 12“, da Argentina, e a rede de televisão multi-estatal, “TeleSUR”, repercutiram as manifestações contra o presidente golpista Michel Temer durante o carnaval brasileiro. Ao publicar uma matéria da Associated Press, o jornal “San Francisco Chronicle” reforçou que os foliões brasileiros canalizaram, no carnaval, a raiva ao presidente golpista. “Milhares de pessoas se apresentaram em todo o país desde sexta-feira com camisas, faixas e máscaras exigindo a saída do presidente conservador Michel Temer, que em agosto substituiu sua antecessora de centro-esquerda Dilma Rousseff”, disse a nota. O americano “The Guardian” afirmou que o tradicional carnaval brasileiro esteve mais político este ano, com organizadores e foliões combatendo sexismo, homofobia, Donald Trump e o impeachment de Dilma. “Uma festa na sexta-feira foi chamada de ‘Fora, Temer’, ecoando o grito de guerra da esquerda”.

Com essa repercussão, é possível afirmar, portanto, que a festa deste ano ficou marcada como "Carnaval Fora Temer". Além disso, a alegria crítica que tomou as ruas mostrou – diferentemente dos debates que inundam as redes sociais, recheados de discursos de ódio e preconceito, alimentados em grande parte por “robôs” de movimentos de direita, como o Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua, entre outros – que o que se vivenciou neste carnaval foram diversidade, respeito e visões progressistas de ocupação e vivência do espaço público.

Questionado se a felicidade exposta no carnaval pode refletir esperança de tempos melhores para o país, o coordenador-geral da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, afirmou que "o carnaval deste ano tem tudo para ser um marco na história política do Brasil. Cultura e política estão relacionados. O lado do pessoal que se manifestou pelo impeachment, muitas vezes com discurso de ódio, não teve condição de se expressar. O governo que eles apoiaram está atolado em corrupção”.

Para Bonfim, a manifestação de respeito e alegria do carnaval “pode dar uma grande contribuição ao país. Vivemos um período em que o ódio e intolerância estão muito fortes. Agora o forte recado está dado, fortalecendo o respeito, a tolerância, respeito à mulheres, à população LGBT (…) E não foi um movimento isolado. Diversas cidades se expressaram de forma contundente, com discurso político”.

 

Confira outros destaques:

1. Intelectuais lançam manifesto pela candidatura de Lula em 2018

Um manifesto de intelectuais e artistas, que pede o lançamento da candidatura de Lula a presidente em 2018, já tem nomes como Leonardo Boff, Chico Buarque e Aderbal Freire Filho. A partir de segunda-feira (6/03), todo cidadão brasileiro será convidado a colocar seu nome no documento, que solicita a Lula considerar “a possibilidade de, desde já, lançar sua candidatura à Presidência da República como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam”. Leia mais aqui.

2. Deputado prevê que 'união poucas vezes vista' derrotará reforma da Previdência

Reunião realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul consolidou a formação da Frente Gaúcha em Defesa da Previdência Pública. A frente é formada por representantes do Congresso Nacional, legislativo estadual, prefeitos, centrais sindicais, entidades ligadas ao setor agrícola, pastorais e igrejas. "A reforma do governo Temer inviabiliza os municípios. Essa crueldade nas maldades do governo Temer não tem limite", disse o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT). Mas, segundo o parlamentar, o problema, para o governo federal, é que a PEC 287 é tão perniciosa que a tendência é haver uma união "poucas vezes vista" contra uma medida governamental, unindo desde partidos progressistas e movimentos sociais até representantes de setores conservadores e mesmo aliados do governo. Leia mais aqui.

3. Pressão popular contra reforma da Previdência já reflete nos votos da base do Governo

O deputado Pepe Vargas (PT) afirmou que a pressão popular sobre os aliados do presidente ilegítimo Michel Temer, na Comissão da Reforma da Previdência (PEC 287/16), vai aumentar ainda mais à medida que “as ameaças aos direitos previdenciários dos brasileiros se tornarem mais conhecidas”. Levantamento divulgado nesta quarta-feira (1/03), apontou que a reforma de Temer já desagrada parte da base aliada do governo na comissão. Segundo o levantamento, 18 dos 36 integrantes da comissão especial são contra a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. Leia mais aqui.

4. Marcelo entrega Padilha e diz que foi ele quem pediu R$ 10 milhões no Jaburu

O empreiteiro Marcelo Odebrecht implodiu de vez Eliseu Padilha, ministro licenciado da Casa Civil, no depoimento que prestou ao ministro Hermann Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral. Segundo Marcelo, foi Padilha quem pediu R$ 10 milhões para o PMDB, em 2014, num jantar em pleno Palácio do Jaburu, com a presença de Temer. Marcelo disse ainda que os pagamentos foram feitos via caixa dois. Leia mais aqui.

5. Pacote de bondades às Teles aumenta e pode chegar a R$ 120 bilhões

O governo pode ter que “indenizar” as concessionárias de telefonia fixa – conhecidas como Teles – com R$ 20 bilhões, caso os contratos sejam transformados em autorizações. Somados aos R$ 100 bi em patrimônio que Temer e seus parceiros trabalham arduamente para “doar” para as Teles, a soma chegaria a R$ 120 bi. Equivale a quase 90% do suposto déficit que a previdência teve em 2016, segundo dados do governo. Leia mais aqui.

6. Juiz libera questões de Cunha que envolvem Temer em corrupção

Ao contrário de Sérgio Moro, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira determinou que todas as perguntas feitas pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha em ação na qual é réu por irregularidades na Caixa Econômica Federal sejam encaminhadas a Michel Temer. Ao todo, Cunha, que está preso desde outubro em Curitiba, apresentou 19 questões, muitas delas incômodas para Temer. Em uma delas, pergunta se Temer tem conhecimento de oferecimento de propina ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco; em outra, se doações para campanha do PMDB estavam condicionadas à liberação de recursos do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa. Leia mais aqui.

7. Gleisi denuncia criminalização do MST e pede liberdade para trabalhadores rurais presos

Nesta sexta-feira (03/03), em Quedas do Iguaçu, no Paraná, será lançada campanha pela liberdade dos sete trabalhadores rurais do MST presos em Laranjeiras e Cascavel. “Nenhum deles tem antecedente criminal. São trabalhadores e trabalhadoras, lutadores pelo direito à terra”, denunciou a senadora Gleisi Hoffman, que visitou os presos nas duas cidades. O dirigente estadual do MST, Diego Moreira, saudou a visita da senadora “como muita positiva por reforçar a luta dos trabalhadores pelo direito à terra e em defesa dos direitos humanos”. Para Gleisi, “foi uma prisão política, uma forte tentativa de criminalizar os movimentos sociais”. Leia mais aqui.

8. Trabalhador brasileiro já ganha menos do que o da China, aponta estudo

A análise de cargos e salários, em nível global, mostrou que o empregado comum do Brasil sofreu uma retração no seu rendimento mensal, isso porque, a média do salário oferecido pela indústria na China já ultrapassou o total do que é pago para os trabalhadores de países latino-americanos como Brasil e México e além do que, está chegando perto de países da Europa, como Portugal e Grécia. Não resta a menor dúvida de que tal avanço na renda dos trabalhadores chineses se deu no período dos últimos 10 anos em que a economia do país praticamente triplicou. De acordo com a consultoria prestada pelo instituto “Euromonitor International”, o único país da América Latina que os chineses ainda não ultrapassaram no quesito de salário foi o Chile. Leia mais aqui.

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