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Ações afirmativas: Militância da JPT avalia sistema de cotas nas universidades

Fonte: Portal PT, em 02/06/2012

Por Eduardo Bahia e Hosa Freitas

Ainda com várias lacunas o processo de redemocratização no Brasil mostra claramente que houve um avanço. A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade da reserva de vagas em universidade pública é uma ação afirmativa e faz parte do Plano de Metas para Integração.

Segundo Danilo Morais, membro do Coletivo de Juventude da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) a aprovação da constitucionalidade dá continuidade ao esforço de promover ações de combate ao racismo na educação brasileira.

“A ação afirmativa está voltada para a população negra e também indígena é importante dizer isto, na verdade o STF aprovou a constitucionalidade das políticas de ação afirmativa com recorte étnico racial, julgando o caso do programa da UnB (Universidade de Brasília), mas isto acaba extensivo para as demais iniciativas das outras universidades”.

Ele explicou ainda que a próxima etapa do movimento será intensificar as lutas e para isso será necessário organizar. “Falando do ponto de vista do Movimento Negro, como é o caso da CONEN, no nosso entendimento, é necessário fazer um processo de luta intensa em relação às instituições publicas de ensino superior que ainda não tem ações afirmativas. Elas não têm programas que contemplem a população negra, a população indígena e outros grupos que se consideram aptos para participar da reserva de vagas nos cursos de graduação”.

Para a coordenadora do Instituto da Juventude Contemporânea, do Ceará, Luizete Silva, esta foi uma vitória, não só do povo negro, mas também de toda a sociedade brasileira. “Falar de cotas é falar da superação, não só do racismo, mas a superação de um novo momento que o nosso país enfrenta. A aprovação da constitucionalidade das cotas mostra que o país sabe que é racista e agora tem em mãos a possibilidade de reverter este quadro”.

Nas palavras da secretária da Juventude do PT, na Paraíba, Priscila Kelly, o próximo passo agora é avançar neste debate com relação também a garantia do recorte social, porque não basta só ser cota racial, tem também que ter este recorte social que este debate está intrinsicamente ligado e avançar para que não seja só na graduação, mas também na nas pós graduações.

Amanda Jaqueline, dirigente Nacional da JPT, disse que a decisão do STF quando estabelece a constitucionalidade das cotas raciais no Brasil avança no sentido de dar visibilidade e inclusão da população negra no ensino superior.

De acordo com Cledisson Junior (Jacaré) após a vitória da cotas raciais dentro do STF vira-se uma pagina, agora tem que intensificar a luta na arena política, este é o novo momento.