O ex-presidente Lula, o pré-candidato à presidência pelo Psol, Guilherme Boulos, o deputado estadual também do Psol, Marcelo Freixo e a pré-candidata à presidência da República pelo PCdoB, Manuela D’Ávila, estarão juntos, hoje (02/04) em um ato suprapartidário em defesa da democracia, contra o fascismo, a violência como forma de expressão política e por justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes, executados no dia 14 de março, no centro do Rio. O protesto será no Circo Voador, a partir das 18h.

Será mais uma manifestação promovida em conjunto pelos principais partidos da esquerda brasileira, desde o assassinato da ex-vereadora do Psol e do motorista do carro que a levava para casa, após participar de um encontro de mulheres negras. Após o atentado da semana passada, contra ônibus da comitiva que acompanhava Lula pelos estados do Sul, Boulos e Manuela foram até Curitiba participar do ato de encerramento da caravana e expressar repúdio ao fascismo e à intolerância.

Segundo a presidenta do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, a extrema direita quer ocupar espaço na política através do ódio e da intolerância. “Está mais do que na hora de a esquerda brasileira, junto com os movimentos sociais, se unirem e gritarem ao mundo o que está acontecendo no Brasil. Nós não queremos retrocesso e é por isso e com esse objetivo que nós vamos estar reunidos no Rio de Janeiro em um grande ato nacional suprapartidário exatamente para enfrentar as forças do atraso”, afirmou Gleisi, que convocou a militância petista para o ato.

O ato de hoje também defenderá o direito de Lula ser candidato nas eleições presidenciais de outubro e vai reafirmar a defesa da democracia, ao repudiar a condenação do ex-presidente sem provas, nos processos contra ele no âmbito da operação Lava Jato. O habeas corpus de Lula será votado na quarta-feira (04/04) pelos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Durante a manifestação, será ainda realizado o lançamento carioca do livro “Luiz Inácio Lula da Silva – A Verdade Vencerá”. Publicado pela Editora Boitempo, o livro traz a visão do ex-presidente sobre a perseguição judicial que tem como alvo para impedir sua candidatura.

 

Confira outros destaques:

1. Brasília terá atos em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato

A capital do País será palco nesta semana de vários Atos em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser candidato. Os eventos se iniciaram no sábado (31/03) e culminarão com uma grande manifestação popular em defesa de Lula na quarta-feira (04/04), em frente ao STF, dia em que a Suprema Corte irá julgar o Habeas Corpus impetrado pela defesa do ex-presidente. Caravanas com militantes e simpatizantes do PT de vários estados do País devem participar do ato no STF. Confira aqui a agenda das mobilizações:.

2. Lula encerra caravana com grande ato contra a escalada de ódio e em defesa da democracia

Nove dias para fazer valer a democracia. É ousada por si só a ideia de um ex-presidente colocar o pé na estrada, a bordo de um ônibus, para percorrer o Brasil. Fazê-lo em tempos de golpe é um ato de coragem e de reafirmação: das ruas (e das estradas) não sairemos. A ideia de percorrer o Sul do país foi exclusiva de Lula. Ao longo dos meses que levaram o planejamento desta que foi a quarta etapa da jornada do ex-presidente pelas entranhas do país, não foram poucas as tentativas de dissuadi-lo do plano. Presidente mais popular da História do Brasil, Lula também já pode se dizer o mais perseguido. E a estrutura montada para destruir sua reputação, que o fortalece perante o povo que já percebeu uma nítida caçada à figura daquele que mais fez pelo país, desta vez acabou por se traduzir – de forma física e ostensiva – em ódio. “Eu teimei muito pra fazer o final dessa caravana. Tinha gente que achava que a gente não ia conseguir. O meu agradecimento do fundo do coração a todos que estão aqui”, disse Lula, na quarta-feira (28/03), ao encerrar seu itinerário na cidade de Curitiba/PR. Leia mais aqui.

3. Identificados autores de atentado contra a caravana de Lula

A partir do rastreamento de páginas do Facebook e reconhecimento das vítimas, o deputado Paulo Pimenta (PT) e sua equipe identificaram e entregaram à Polícia Militar os autores do atentado contra o ônibus que levava o ex-presidente Lula e sua caravana a São Miguel do Oeste. Eles são Rafael Leonardo Link e José Link, da milícia de Bolsonaro em Palma Sola (SC) e Luiz Henrique Crestani, filiado ao PP de Palma Sola (SC) ruralista e empresário do grupo Crestani. Numa emboscada assistida aos risos pela Polícia Militar, eles quebraram o vidro e o para-brisa da frente com o veículo em velocidade, utilizando pedras e paus. Só não provocaram um grave acidente por habilidade do motorista, que parou o ônibus na hora. Defensores do candidato Lula e pessoas preocupadas com a defesa da democracia estão compartilhando as páginas dos líderes da gangue neofascista no Facebook e promovendo o boicote de suas empresas. Leia mais aqui.

4. Mulheres da caravana: elas respondem com amor e atitude à violência dos homens

A marca da Caravana Lula pelo Sul do Brasil não foi a violência. Apesar de acontecimentos que alguns veículos escolheram para suas manchetes, o amor que une famílias e comunidades inteiras na lida pela subsistência diária foi preponderante, em número e grau. E gênero. E nesse quesito as mulheres sobressaem no cenário, numa combinação de força, doçura, competência e preparo profissional. Foram 21 cidades percorridas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nesse período, os constantes ataques à comitiva, promovidos – adivinhe – por grupos minoritários formados por homens brancos, traçaram uma linha divisória entre dois mundos: um, cada vez mais atrasado e que quer tomar para si as cores de uma bandeira nacional que no fundo prezam menos que a de seus estados; o outro pincelado de verde, amarelo e vermelho, a cor que simboliza a paixão, nesse caso pela vida. Não fosse isso, o que explicaria essa intensa participação delas, idosas, jovens, mães com crianças de colo – que dividem o zelo diário com a casa, os filhos, o trabalho, com atuação social e política – numa sociedade ainda marcada por um machismo doente e virulento? Leia mais aqui.

5. Petrobras ou Família Vende Tudo

Os candidatos à Presidência da República que vão do espectro ideológico do centro à extrema-direita tem divulgado como plataforma a privatização da Petrobras. O guru econômico do candidato Geraldo Alckmin, Pérsio Arida, um dinossauro neoliberal dos anos 90, ex-marido da musa das privatizações da Era FHC, Elena Landau, banqueiro que enriqueceu após o Plano Real, tem na privatização da Petrobras, o carro chefe do programa econômico do candidato, como declarou sem subterfúgios em recente entrevista. Privatizações e reformas são a tônica das plataformas dos candidatos do centro e da direita, não há espaço para o desenvolvimento. Mas será a privatização de grandes petroleiras estatais uma tendência mundial? De modo algum, não é uma tendência e ao contrário, as estatais do petróleo estão crescendo. Das 20 maiores petroleiras globais, as quatro primeiras são estatais, três chinesas e uma saudita, e na sequência há mais nove estatais, então das 20 maiores 13 são estatais, nenhuma está a venda e tampouco vendendo pedaços no mercado. Portanto privatizar empresa de petróleo estatal não é uma onda, um projeto ou uma tendência global. Leia mais aqui.

6. Além de Padilha e Temer, denúncia de Yunes compromete Moro

O depoimento que José Yunes prestou ao MP assumindo-se como simples “mula” para transportar os R$ 4 milhões da propina da Odebrecht destinada a Eliseu Padilha, é demolidor para o governo golpista. A denúncia do amigo de mais de meio século do Michel Temer põe luz sobre acontecimentos relevantes da história do golpe, e pode indicar que os componentes do plano golpista foram estruturados em pleno curso da eleição presidencial de 2014. A denúncia de Yunes reabre também o questionamento sobre a decisão no mínimo estranha, para não dizer obscura e suspeita, do juiz Sergio Moro. Em despacho de 28/11/2016, Moro anulou por considerar “impertinentes” as perguntas sobre José Yunes que o presidiário Cunha endereçou a Temer, arrolado como sua testemunha de defesa. Moro tem agora a obrigação de prestar esclarecimentos mais convincentes e objetivos que o argumento subjetivo de “impertinência”, alegado no despacho. Caso contrário, ficará a suspeita de ter prevaricado para proteger Temer e encobrir o esquema criminoso que derrubaria o governo golpista. Afinal, sabendo do envolvimento direto de Michel Temer no esquema criminoso, Moro teria agido para ocultar o fato? Leia mais aqui.

7. Golpe 64: Preservar a memória é fundamental para evitar novas práticas ditatoriais

O domingo, 1º de abril de 2018, marcou o aniversário de 54 anos do início da ditadura militar no Brasil. A data é referência de uma memória marcada pela opressão e pelo capítulo mais traumático da história recente do país. Segundo dados da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que se encerrou no final de 2014, o número oficial de mortos no Brasil durante a ditadura é de 434. Desse total, 210 foram considerados desaparecidos. Mas a realidade da noite que durou quase 21 anos (1964-1985) vai muito além dos dados oficiais. Segundo o pesquisador José Carlos Moreira da Silva Filho, da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), muitos dos episódios de violência não chegaram a ser catalogados. Diante do histórico da ditadura e do acúmulo de experiências com o tema, Jair Krischke, que é referência na luta pelos direitos humanos, considera que o país precisa agora promover políticas de valorização da memória histórica relacionadas à ditadura. Ele considera fundamental a luta contra todas as formas de opressão, para evitar novos regimes ditatoriais. “Nós temos que produzir vacinas políticas, pra que nunca mais se repita essa tragédia que acometeu no Brasil”, finalizou. Leia mais aqui.

8. Moro coleciona arbítrios e auxílio aos Estados Unidos

O Juiz Sérgio Moro determinou em 2007 a criação de RG e CPF falsos e a abertura de uma conta bancária secreta para uso de um agente policial norte-americano aqui no Brasil, que estava atuando junto com policiais federais do Paraná. No decorrer da operação, um brasileiro investigado nos EUA chegou a fazer uma remessa ilegal de US$ 100 mil para a conta falsa aberta no Banco do Brasil, induzido pelo agente estrangeiro infiltrado. Essas informações constam nos autos do processo nº. 2007.70.00.011914-0, que correu sob a fiscalização do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A ilegalidade na ação determinada pelo juiz paranaense é óbvia, uma vez que a lei brasileira não permite que autoridades policiais provoquem ou incorram em crimes, mesmo que seja com o intuito de desvendar um ilícito maior. Nos EUA, porém, isso é permitido. Além disso, Moro não buscou autorização ou mesmo deu conhecimento ao Ministério da Justiça da operação que julgava, conforme deveria ter feito, segundo a lei. Leia mais aqui.

9. Entidade de juízes considera inconstitucional prisão antes do trânsito em julgado

“A Associação Juízes para a Democracia – AJD, entidade não governamental, sem fins lucrativos ou corporativistas, que congrega juízes de todo o território nacional e que tem por objetivo primordial a luta pelo respeito aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, vem apresentar NOTA TÉCNICA a respeito da inconstitucionalidade, diante da inteligência do art. 5º, LVII, da Constituição da República, da prisão decretada após decisão proferida em segundo grau de jurisdição, sem a existência do trânsito em julgado”. Leia mais aqui.

10. Candidato de centro-esquerda vence eleições presidenciais na Costa Rica

O ex-ministro do atual governo, Carlos Alvarado Quesada, venceu as eleições presidenciais na Costa Rica neste domingo com uma forte vantagem e manterá a centro-esquerda no poder após uma campanha disputada. Quesada obteve 60,66% dos votos, segundo resultados preliminares com 90,62% contados. Seu rival, o ex-evangélico e conservador Fabricio Alvarado Muñoz, obteve 39,34% do apoio das urnas, mas não teve chances de alcançar o político de centro-esquerda. O debate religioso e as posições sobre casamento do mesmo sexo monopolizaram a campanha eleitoral e polarizaram a sociedade, eclipsando a discussão sobre o crescente déficit fiscal, a criminalidade recorde e a pobreza persistente no país da América Central. Leia mais aqui.